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Einstein é alvo de ataque hacker; PF investiga

8 de out.
2 min de leitura

08/10/2026


O Hospital Israelita Albert Einstein foi alvo de um ataque cibernético que permitiu o acesso e a obtenção não autorizados de dados de pacientes, incluindo informações pessoais e registros médicos. Segundo a instituição, o incidente atingiu parte de suas bases de dados e pode envolver documentos como prescrições médicas e resultados de exames. O caso foi comunicado à Polícia Federal (PF) e à Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD).


Em nota, o Einstein informou que identificou indícios de uma invasão em 4 de agosto e adotou medidas de segurança para investigar o ocorrido e evitar prejuízos aos atendimentos. De acordo com a instituição, os serviços de assistência, as plataformas digitais e os sistemas de prontuário eletrônico continuaram funcionando normalmente.


Entre as informações que podem ter sido comprometidas estão nomes, números de CPF, datas de nascimento, prescrições médicas e resultados de exames. A instituição ainda trabalha para determinar quais dados foram efetivamente acessados e a extensão do incidente.


O Einstein afirmou que, até o momento, não encontrou evidências de divulgação das informações ou de uso indevido por terceiros.

"Não foram identificadas quaisquer evidências de que os dados tenham sido divulgados ou utilizados de maneira imprópria e ações foram tomadas com o objetivo de reduzir estes riscos. O monitoramento permanece ativo e será mantido de forma contínua", informou.


Pacientes afetados estão sendo notificados


Os pacientes cujas informações foram acessadas indevidamente estão recebendo comunicados individuais por e-mail. A instituição também criou uma estrutura de atendimento para esclarecer dúvidas das pessoas afetadas.

Segundo o Einstein, a identificação dos dados atingidos é dificultada pela forma como as informações são armazenadas, distribuídas entre diferentes bases e organizadas de maneira fragmentada. Uma parcela significativa do material corresponde a documentos isolados, muitos dos quais não permitem identificar seus titulares.


A investigação continua com a participação de especialistas independentes e empresas de consultoria em segurança da informação. Além de comunicar o episódio à ANPD, responsável pela fiscalização da proteção de dados pessoais no País, a instituição formalizou o caso à Polícia Federal.

"O Einstein lamenta o ocorrido e reforça que seu bem mais valioso é a confiança que seus pacientes depositam na organização", afirmou a instituição em nota.

 

Créditos: Estadão Conteúdo

Foto: CNN Brasil


 
 
 

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