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Dia do crochê reúne 500 pessoas em tarde de trocas e ensinamentos em Curitiba

há 14 minutos
2 min de leitura

11/09/2026


Por trás de agulhas e fios, cerca de 500 pessoas compartilharam dicas, experiências e conversas no Memorial de Curitiba nesta sexta-feira (11/9). O evento de comemoração do Dia do Crochê está se tornando uma tradição para os participantes que anualmente se reúnem em Curitiba para crochetar.


A psicóloga Valeria Tomasoni é adepta da prática artesanal e conta que os benefícios para a saúde mental são inúmeros. “O crochê é uma ferramenta fantástica de prevenção de doenças como o Alzheimer, trabalhando a nossa coordenação motora e criatividade”. Valeria neste ano convidou o amigo e cabeleireiro Maicon Fernandes Santos para o evento.

“É minha primeira vez aqui, mas estou adorando. Para mim o crochê é um hobby que ajuda a desestressar e que permite que eu crie presentes únicos para minha família. Poder trocar dicas e conhecer pessoas aqui é muito legal”, disse Maicon, que além de trabalhar em um salão de beleza também é confeiteiro.


Motivação


Essa foi a sétima edição do evento do Dia do Crochê, que é organizado pela ONG Lucianas e Marias, e tem apoio da Prefeitura de Curitiba. Para a idealizadora, Luciana Cortez, são os benefícios citados por Maicon e Valeria que a motivam para continuar promovendo o encontro.


“Eu acredito no poder transformador do crochê porque vivo ele e já presenciei pessoas mudando e encontrando um novo sentido para a vida através do artesanato”, contou Luciana.


A coordenadora da ONG e parceira na organização do evento, Meire Cristina Santos, se reconhece como exemplo vivo disso. “Quando eu entrei na ONG eu não sabia nem o básico, e hoje já me considero profissional. O crochê foi muito importante para a minha saúde mental porque me mostrou como eu consigo superar desafios”, contou.


Para além de Curitiba


No encontro, há quem vá em grupo, como as três amigas catarinenses, Juliana Ribeiro, Michele Tavares e Rosana Alves, que organizaram um bate e volta de Joinville para Curitiba para participar, mas também há quem crie novos amigos lá.


Esse é o caso da moradora de Palmas, Tocantins, Maria do Socorro Borges da Silva, que veio para Curitiba visitar o filho, que mora aqui, e teve a oportunidade de participar. “Eu já amo Curitiba, e gostei muito desse evento, não conheço algo assim gratuito em outro lugar. Além disso, estou aprendendo muito e fazendo novas amizades”, contou.


A amiga em questão é a professora de artes Ana Rita Bochnia, que além de dar aulas, cria peças em crochê e customiza roupas de grifes com a técnica de artesanato. “Crochê para mim é como uma sobremesa, me completa! Mas minha parte favorita do artesanato é ensinar, por isso gosto tanto desse evento. Além de conhecer gente nova e legal, todos aqui estão alegres e é como uma passarela de peças autorais”, contou, exibindo o cardigan crochetado por suas próprias mãos.


O encontro é gratuito e patrocinado pela Supremo Fios. Durante a tarde, a crocheteira Sandra Brum deu uma aula coletiva de técnica, ensinando a fazer uma bolsa.

 

Foto: Isabella Mayer/SECOM


 
 
 

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