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Devolução de auxílio emergencial soma quase R$ 5 bilhões em 2021

  • 28 de mai. de 2021
  • 2 min de leitura

28/05/2021


Benefício pago indevidamente em 2020 tem de ser devolvido neste ano



Os contribuintes que receberam indevidamente o auxílio emergencial no ano passado devolveram entre R$ 4,5 bilhões e R$ 4,7 bilhões de janeiro a abril deste ano, disse nesta quinta, dia 27, o novo secretário do Tesouro Nacional, Jeferson Bittencourt.


Somente no mês passado, as devoluções somaram R$ 700 milhões.


O secretário não forneceu mais detalhes, como as principais razões para a restituição do dinheiro aos cofres públicos.


Informou apenas que a devolução está prevista na lei que criou o auxílio emergencial, aprovada pelo Congresso em março do ano passado, e consta como uma das obrigações da Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física de 2021.


Segundo as regras da Receita Federal, quem recebeu alguma parcela do auxílio emergencial em 2020 e teve rendimento tributável acima de R$ 22.847,76 no ano passado precisa preencher a declaração e está obrigado a devolver o valor referente ao benefício à União.


A exigência vale inclusive para dependentes do titular da declaração que tenham recebido o auxílio no ano passado.


O auxílio emergencial não é considerado rendimento tributável. Dessa forma, para verificar se deve devolver os recursos, o contribuinte não precisa somar o auxílio e deve observar apenas os rendimentos tributáveis.


Dessa forma, caso um beneficiário tenha recebido cinco parcelas de R$ 600 e quatro de R$ 300 de auxílio emergencial em 2020, num total de R$ 4,2 mil, não terá de devolver nada caso tenha recebido R$ 22 mil de rendimentos tributáveis no ano passado. Mesmo o rendimento total tendo somado R$ 26,2 mil.


No entanto, caso o contribuinte tenha sido incluído mais tarde no programa e recebido apenas uma parcela de R$ 600 e quatro de R$ 300, num total de R$ 1,8 mil, e tenha ganhado R$ 23 mil em rendimentos tributáveis terá de ressarcir à União.


O prazo para entrega das declarações do Imposto de Renda acaba nesta segunda-feira, dia 31. Ao longo do ano passado, o Ministério da Cidadania identificou pagamentos indevidos feitos a servidores públicos e militares.


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