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‘Desmemória em relação à Covid é muito perigosa’, diz médica da Fiocruz

  • 18 de out. de 2022
  • 1 min de leitura

18/10/2022


No próximo dia 21, Dalcolmo toma posse da cadeira de número 12 na Academia Nacional de Medicina



A pneumologista e pesquisadora da Fiocruz Margareth Dalcolmo, 67, diz estar preocupada com a desmemória da sociedade brasileira em relação à pandemia Covid-19 e afirma que “não temos o direito” de esquecer o que passamos.


“Fico triste que a memória tão dura da Covid-19, que deixou tantas cicatrizes, tanto luto, tenha ficado esquecida. Essa desmemória é muito perigosa. Ela representa uma espécie de negação”, diz a médica, autora do livro “Um Tempo Para Não Esquecer” (Editora Bazar do Tempo), sobre a pandemia.


A médica diz ter ficado surpresa com a eleição de parlamentares que, durante a pandemia, agiram contra o conhecimento científico, como o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, o segundo deputado federal mais votado do Rio de Janeiro.


No próximo dia 21, Dalcolmo toma posse da cadeira de número 12 na Academia Nacional de Medicina. É a quinta mulher na instituição fundada em 1829, sob o reinado do imperador dom Pedro 1º.

 
 
 

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