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Câmara de Curitiba começa a analisar pedido de cassação do vereador Tico Kuzma

  • há 1 dia
  • 2 min de leitura

30/06/2026


Presidente da Câmara não participará da reunião da Mesa Diretora que analisará a representação


CMC
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A Câmara Municipal de Curitiba começou a analisar o pedido de cassação do mandato do presidente da Casa, o vereador Tico Kuzma (PSD), investigado pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR) por um suposto esquema de venda de cargos públicos e prática de rachadinha. A representação, protocolada pelo vereador Da Costa (Podemos), foi recebida oficialmente nesta segunda-feira (29).

 

Em nota, a Câmara informou que, conforme prevê o Regimento Interno, a Mesa Diretora terá até cinco dias para analisar o pedido. Neste momento, a análise apenas busca entender se a representação atende aos requisitos formais necessários para o prosseguimento do processo. Nesta fase, não há análise do mérito das acusações.

 

Caso a representação cumpra as exigências regimentais, o expediente irá à Corregedoria da Câmara Municipal para as providências cabíveis. Atualmente, a vereadora Delegada Tathiana Guzella (PL) detém a responsabilidade pelo órgão.

 

Como a representação é contra o presidente da Câmara, ele não participará da reunião da Mesa Diretora que decidirá sobre a admissibilidade do pedido.

 

A equipe de Tico Kuzma afirmou que aguarda acesso às informações da investigação para poder se posicionar e atender à imprensa sobre a representação.

 

Representação pede cassação do presidente da Câmara

 

Na representação, o vereador Da Costa solicita a apuração dos fatos e o compartilhamento das provas do Ministério Público. O vereador defende ainda o afastamento de Tico Kuzma da presidência da Câmara durante a investigação. Além disso, caso haja comprovação das irregularidades, a representação solicita a cassação do mandato de Tico Kuzma.

 

Não é porque é presidente que não tem que ser investigado. Tem que ser investigado e, se comprovada a ilicitude, tem que ser punido, afirmou o vereador Da Costa.

 

O vereador argumenta que a investigação criminal conduzida pelo Ministério Público já justifica a abertura de um procedimento ético-disciplinar no Legislativo municipal.

 

Segundo o documento, a apuração interna é independente da esfera penal e as suspeitas podem configurar violações ao Código de Ética e Decoro Parlamentar. A representação afirma que Kuzma usou o mandato para obter vantagens indevidas e teve condutas incompatíveis com a função pública.

 

Investigação do Gaeco sobre rachadinhas

O pedido de cassação ocorreu no mesmo dia em que o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) deflagrou a Operação Prática Corrente. Ao todo, foram o Gaeco cumpriu 13 mandados de busca e apreensão, entre eles o gabinete da Presidência da Câmara.

 

 

Segundo o Ministério Público, a investigação apura a suspeita de que Tico Kuzma teria cobrado cerca de R$ 3 mil para indicar pessoas a cargos comissionados. Além disso, posteriormente, ele receberia repasses mensais, o que caracteriza a prática de rachadinha.

 

Na representação, Da Costa afirma que não pretende antecipar um julgamento de culpa. Ele sustenta que a gravidade das investigações e a repercussão institucional do caso exigem uma resposta da Câmara Municipal. O vereador argumenta que, por ocupar a Presidência do Legislativo, Tico Kuzma representa institucionalmente a Casa, o que torna necessário preservar a credibilidade do Parlamento.


 
 
 

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