Curta de estagiária da Prefeitura de Curitiba é exibido em festival internacional
25/09/2026

Um filme de curta-metragem produzido por uma estagiária da Prefeitura de Curitiba foi selecionado para ser apresentado no 4º Festival Internacional de Cinema Educação e Preservação, realizado no período de 22 a 25 de setembro, na Cinemateca de Curitiba e no Sesc Centro, com apoio da Fundação Cultural de Curitiba.
O documentário QueimaFora foi criado por Ana Júlia Olivier Rocha, como trabalho final da disciplina de Abordagens e Lógicas de Criação e Ensino das Artes do Programa de Pós-Graduação em Artes, da Faculdade de Artes do Paraná (FAP), vinculada à Universidade Estadual do Paraná (Unespar).
Sociedade do cansaço
O filme é inspirado no livro Sociedade do Cansaço, do filósofo sul-coreano Byung-Chul Han, que sugere que a atual sociedade se tornou uma organização coercitiva, com as pessoas se cobrando cada vez mais para apresentar resultados, se tornando vigilantes e carrascas de suas próprias ações.
A apresentação do curta-metragem fez parte da programação do 4° Festival Internacional de Cinema Educação e Preservação. A exibição aconteceu no dia 24/9 no Sesc Centro.
Estágio na Prefeitura
Ana Júlia começou a atuar como estagiária na Secretaria Municipal de Educação em agosto deste ano. Ela integra o setor de Gerência de Educação, Cultura e Bibliotecas e escolheu a educação por considerar o melhor caminho para desenvolver os interesses profissionais.
“Eu me sinto feliz em atuar no setor e conhecer um pouco mais o contexto das escolas da rede municipal de ensino e também dos Faróis do Saber, as bibliotecas e as ações e atividades que são desempenhadas pela secretaria”, disse.
A Prefeitura de Curitiba mantém oportunidades de estágio para estudantes do ensino médio, graduação e pós-graduação em diferentes áreas da administração municipal.
As vagas disponíveis podem ser consultadas no Portal de Estágios da Prefeitura de Curitiba, vinculado ao Instituto Municipal de Administração Pública (Imap). Cada vaga apresenta informações como curso exigido, nível de formação, período e carga horária.
Tempos da faculdade
Fazer o documentário foi uma forma de reviver os tempos da estudante de cinema durante a pandemia, marcado pela realização de vários curtas-metragens.
“Escolhi o caminho do documentário porque estava querendo retomar esse processo do tempo de estudante quando produzi vários filmes curtos. Um deles foi o curta Sonhos Afluentes, produzido entre 2024 e 2025. Foi um documentário um pouco mais longo do que o QueimaFora que eu gostei muito”, disse.
Sonhos Afluentes é um documentário que relata a experiência dos estudantes do curso de Cinema e Audiovisual da Unespar na Aldeia Araçaí, que fica em Piraquara. O local é habitado por famílias do povo Mbyá-Guarani. O trabalho usa uma linguagem onírica e experimental, reflete sobre território, interculturalidade e a afetividade.
Educação, cinema e conexão humana
Além da realização pessoal, Ana Júlia considera que o cinema e as artes associados à educação, acabam criando uma conexão humana com os estudantes, que descobrem novas formas de se expressar através da produção audiovisual.
Ela relatou uma experiência vivida com estudantes em Minas Gerais, durante uma oficina de cinema. O trabalho envolveu o grupo pelo interesse de aprender uma nova forma de se comunicar, além de integrar as questões educativa e de produção artística.
“Oficinas de cinema e artes acabam sendo um respiro na rotina, além de trazer novos olhares e novas formas de enxergar o mundo. Acaba sendo um processo de pausa e eu acho que muitas vezes essa pausa é o que a gente mais precisa numa sociedade tão acelerada”, concluiu.
Foto: Divulgação







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