Curitiba pleiteia adesão ao programa Cidades Resilientes do BNDES
28/10/2026

Executivos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) visitaram áreas de impacto para novos projetos de resiliência climática em Curitiba. A vistoria foi acompanhada pela equipe técnica do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc) e fez parte do processo de adesão da capital ao BNDES Cidades Resilientes, programa da instituição para aportes aos municípios em ações de adaptação climática, redução de riscos de desastres e gestão de eventos climáticos extremos.
Participaram da missão Flavio Papelbaum, Maurício Galelete e Marco Souza, da área de Soluções para Cidades, além de Leonardo Nader, Leandro Tobara e Gustavo Lorena, do setor de crédito, desenvolvimento social e estruturação de projetos.
Na segunda-feira, (26/10), a equipe do banco apresentou as condições do programa, que prevê estruturação técnica de projetos, com diagnósticos de risco e soluções urbanísticas, combinadas a possibilidade de financiamento para implantação das soluções. Na oportunidade, também puderam conhecer projetos de resiliência climática em andamento em Curitiba, como o Bairro Novo do Caximba, a Reserva Hídrica do Futuro e o planejamento para o Eco Distrito do Belém e do Umbará, além dos arranjos institucionais e legais que o município mantém no planejamento urbano, com foco em adaptações climáticas e resiliência.
“Temos construído, ao longo dos últimos anos, um planejamento urbano robusto que têm ajudado a mitigar os efeitos das mudanças climáticas e tornar a cidade resiliente. Esse compromisso é constante e precisa ser aprimorado a medida em que os desafios se tornam cada vez mais maiores”, avalia Ana Zornig Jayme, presidente do Ippuc.
Nesta terça-feira, (27/10), as equipes percorreram os locais de implantação dos projetos para conhecer in loco os diferentes perfiis de ocupação urbana, adensamento, uso do solo e impactos mais relevantes nas áreas, com enchentes e alagamentos.
Na porção sul da bacia do Rio Belém, área em que será implantado o Eco Distrito do Belém, o projeto prevê reassentamento de moradores e comerciantes que hoje ocupam a faixa de área de preservação ambiental (APA) do rio, além de parque linear, ciclovias, paisagismo e urbanização do entorno. Já no Umbará, o desafio é a preservação de áreas verdes e a promoção do desenvolvimento socioeconômico da região, considerada o cinturão verde da cidade.
Os executivos também percorreram as iniciativas que Curitiba tem desenvolvido nos últimos anos. Nas obras do Bairro Novo do Caximba, visitaram as unidades habitacionais que compõem o primeiro projeto de resiliência climática do município, financiado pela Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), com a urbanização da APA do Rio Barigui e Iguaçu, além da Reserva Hídrica do Futuro, no bairro Umbará. Quando concluída, a Reserva Hídrica do Futuro vai conectar antigas cavas de exploração de areia, transformando-as em reservatórios de água para abastecimento de Curitiba e região metropolitana, em uma extensão de 26 quilômetros ao longo do Rio Iguaçu.
A formalização da adesão, com a apresentação de manifestação do município para a contratação de consultorias de estruturação de projetos que contemplem soluções de resiliência climática, desenvolvimento socioambiental e urbanístico, mobilidade e habitação deve ser concluído até o fim do ano. O BNDES auxilia na modelagem de riscos futuros, requalificação de espaços públicos, drenagem inteligente e soluções baseadas na natureza. Os investimentos para as obras podem utilizar linhas de crédito específicas, como recursos do Fundo Clima.
Foto: Divulgação/IPPUC







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