Creafro promove mês de cultura, memória e letramento racial em Curitiba
11/09/2026

Mais que uma sequência de atividades, a programação de setembro do Creafro (Centro de Referência Afro Enedina Alves Marques) propõe diferentes caminhos para falar sobre igualdade racial. Há espaço para a tradição da capoeira, literatura de cordel, arte, história de povos africanos e conversas que levam o letramento racial para dentro e para fora do Centro.
Conhecimento que circula
Neste sábado (12/9), das 19h às 21h30, acontece o Encontro de Mestres da Capoeira – Por Cima do Medo. A atividade celebra os 20 anos da Roda de Capoeira da Praça Osório e terá uma oficina de Samba de Roda com o Mestre Cláudio, de Feira de Santana (BA).
Na segunda (14/9) e quarta-feira (16/9), a equipe do Creafro estará na Escola Aline Pichet para conversar com estudantes e professores sobre xenofobia, racismo e intolerância religiosa. A proposta é apresentar o trabalho desenvolvido pelo Centro e, principalmente, criar espaço para que questões étnico-raciais sejam discutidas no ambiente escolar.
A arte será outra forma de abordar a identidade e a resistência. Na quinta-feira (17/9), às 16h, acontece uma oficina de xilogravura dos Adinkras, símbolos associados à cultura dos povos de Gana e Costa do Marfim. A atividade é voltada ao público interno e abre caminho para outra programação do mesmo dia.
A partir das 19h, todos estão convidados para o lançamento do livro Mora em Mim uma História, da escritora Maisa Cardoso. Por meio do cordel, a autora apresenta a simbologia e a história dos Adinkras, aproximando literatura, oralidade e referências da cultura africana. O livro amplia a possibilidade de conhecer esses símbolos não apenas como elementos gráficos, mas como registros de valores, ensinamentos e modos de compreender o mundo.
No sábado (19/9), às 8h30, o Creafro recebe os estudantes do Cursinho Popular Ubuntu para a Rota Afro Curitibana, experiência que percorre referências da presença e da história negra na cidade e utiliza o território como instrumento de conhecimento e letramento racial.
História, identidade e diálogo
A programação também reserva espaço para a celebração da Independência da Guiné-Bissau. Nos dias 23 e 26 de setembro, às 18h, o Creafro recebe a comunidade e representantes da Associação de Guiné-Bissau para encontros dedicados à história, à cultura e à trajetória de independência do país africano.
A proposta amplia o olhar sobre a diversidade das experiências negras e cria um espaço de aproximação entre Curitiba e a comunidade guineense, valorizando suas referências culturais e históricas.
No dia 24, às 13h30, o foco é o encontro Diálogos Essenciais na Roda do Creafro, dedicado à discussão de questões para a promoção da igualdade racial, em uma dinâmica que privilegia a troca de experiências e a construção coletiva de conhecimento.
No fim do mês, a relação com a Escola Aline Pichet ganha um novo capítulo. No dia 29, será a vez de os estudantes e professores visitarem o Creafro para conhecer o trabalho desenvolvido pelo Centro e participar de diálogos sobre xenofobia, intolerância religiosa e racismo.
Foto: Divulgação







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