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Contrabandistas usavam internet por satélite para falar com 'batedores'

  • há 1 dia
  • 2 min de leitura

06/04/2026


Agentes desconfiaram dos veículos viajando juntos e descobriram o esquema


Receita Federal
Receita Federal

Contrabandistas que usavam internet por satélite para falar com "batedores" foram pegos com mais de 1,3 mil mercadorias trazidas do Paraguai para o Paraná.

 

Em esquemas de contrabando, um "batedor" é quem viaja à frente de quem está carregando a mercadoria, com o intuito de monitorar e avisar sobre o policiamento e a fiscalização em rodovias. Veja, mais abaixo, as diferenças entre contrabando e descaminho.

 

O flagrante aconteceu na BR-277 em Irati, na região central do estado, durante uma fiscalização de rotina da Receita Federal e Polícia Militar, após agentes desconfiarem de duas caminhonetes por elas viajarem juntas e carregadas.

 

Segundo a Receita Federal, a maior parte das mercadorias que estavam com eles tem comercialização proibida no país. O balanço do órgão afirma que foram apreendidos 200 cigarros eletrônicos, 500 ampolas de anabolizantes, 500 canetas emagrecedoras e 100 frascos de cosméticos, além de outros medicamentos em cartelas.

 

A Receita Federal afirma que em um dos veículos havia apenas o motorista e a "grande quantidade de mercadorias de origem estrangeira sem comprovação de importação regular e de comercialização proibida no Brasil", que tinham como destino Curitiba.

 

No outro, estavam o motorista e outros dois homens, que, segundo o órgão, tinham "funções exclusivas de monitoramento das equipes de fiscalização e orientação ao veículo de carga".

 

"Um dos veículos atuava como 'batedor' e utilizava um sistema de internet via satélite para comunicação com o veículo que transportava a carga apreendida. [...] Eles usavam o WhatsApp para comunicação entre os veículos e para acompanhar grupos que reportam em tempo real as posições das equipes de fiscalização na rodovia", explicou o órgão.

 

Os quatros homens que estavam nos veículos foram detidos e encaminhados à Polícia Federal de Ponta Grossa. Os nomes deles não foram divulgados.

 

"Esse tipo de ação reafirma o compromisso da Receita Federal com o combate ao contrabando, descaminho e sonegação de impostos, buscando a proteção à livre concorrência e aos agentes econômicos que exercem suas atividades de maneira regular".


 
 
 

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