top of page

Construção do Viaduto Curitiba-Pinhais terá operação complexa para transporte de 50 supervigas

  • há 2 horas
  • 4 min de leitura

11/06/2026



Uma complexa operação logística para a construção do novo Viaduto Curitiba-Pinhais vai provocar alterações temporárias no trânsito do Capão da Imbuia e do Bairro Alto, a partir das 9h de segunda-feira (15/6).

Na ocasião, começa o transporte de 50 grandes vigas longarinas de concreto — consideradas a “coluna vertebral” da nova estrutura — do canteiro da empresa executora da obra, na Rua Paulo Kissula, até a Avenida Victor Ferreira do Amaral, onde elas serão posicionadas sobre os apoios do viaduto.


Em função da dimensão e do peso e para a segurança de todos, as vigas serão transportadas uma a uma pelo trecho de 900 metros, em uma operação que exige precisão. Quarenta vigas têm peso aproximado de 40 toneladas cada, enquanto as outras dez são maiores, pesam 85 toneladas cada e medem 38 metros, o comprimento semelhante ao de um prédio de 12 andares. No total, as 50 vigas somam total de 2.450 toneladas, o equivalente a aproximadamente 1.750 carros populares.


A cada viga que chegar ao local da obra, guindastes farão o içamento para o encaixe sobre os pilares e blocos de apoio do futuro viaduto.

O Viaduto Curitiba-Pinhais faz parte das obras do Novo Inter 2, projetado para ampliar a capacidade viária, melhorar a fluidez do trânsito e reforçar a segurança na ligação entre os dois municípios


Bloqueios de trânsito


Para garantir a segurança durante o transporte das estruturas, haverá bloqueios no trânsito da Avenida Victor Ferreira do Amaral, no sentido Curitiba-Pinhais, além de interrupções temporárias na circulação da Rua Paulo Kissula, no bairro Capão da Imbuia. Os bloqueios serão totais, a partir das 9h e com término às 17h, sempre que possível.


O local estará sinalizado e agentes da Superintendência de Trânsito (Setran) vão acompanhar o primeiro dia da operação. Além da divulgação nos canais oficiais do município e das mensagens direcionadas à população da região, equipes da Unidade Técnico Administrativa de Gerenciamento (Utag), responsável pela gestão dos contratos multilaterais do município, e com o apoio da Administração Regional Cajuru, farão comunicação porta a porta junto a moradores e comerciantes, repassando informações sobre os horários das intervenções, rotas alternativas e melhores opções de acesso durante o período das obras.


Também haverá desvio em linhas metropolitanas do transporte coletivo.


Detalhes da operação


Em razão das dimensões das peças, o veículo de transporte precisará ocupar toda a pista e, em alguns momentos, trafegar na contramão. A passagem de pedestres no local de içamento, uma operação de grande risco, ficará proibida.


Para a operação, a Copel fará o desligamento da rede de alta tensão próxima da obra sem prejuízo para as unidades consumidoras da região que serão alimentadas por outra fonte de energia. O procedimento envolve o aterramento temporário e o desvio da carga da linha de alta tensão localizada na área da obra para outras linhas da rede, garantindo a continuidade do fornecimento aos consumidores.


Equipes da Secretaria Municipal de Obras Públicas, da Superintendência de Trânsito (Setran), da empresa executora da obra, da administração regional e da Copel trabalham no planejamento operacional necessário para a continuidade dessa etapa essencial da obra. A previsão é que a operação dure aproximadamente 15 dias, podendo sofrer alterações em função das condições climáticas.

"O transporte e lançamento das vigas é uma das etapas mais complexas da obra e exige planejamento minucioso e integrado entre diversas equipes de engenharia, trânsito, energia e operação para garantir segurança e minimizar impactos e à população", explica o secretário municipal de Obras Públicas, Luiz Fernando Jamur.

"Pedimos a compreensão da população. Essa é uma fase fundamental para o avanço do viaduto, uma obra que segue em bom ritmo e que vai trazer ganhos importantes para a mobilidade e a segurança viária na ligação entre Curitiba e a Região Metropolitana”, completa o secretário.


Nova ligação metropolitana

Com 155 metros de comprimento e 25,03 metros de largura, o novo viaduto contará com três faixas de rolamento em cada sentido e barreiras de proteção. A obra também inclui a construção de duas pontes sobre o Rio Atuba nas vias marginais, uma nova rotatória e melhorias no sistema viário da divisa entre Curitiba e Pinhais.


O projeto prevê ainda a requalificação de vias, implantação de novos pavimentos e calçadas, modernização da iluminação pública e melhorias no sistema de drenagem ao longo do trajeto da linha Inter 2 e em seu entorno.


A expectativa é proporcionar mais eficiência ao transporte coletivo, maior conforto aos passageiros e melhores condições de circulação para motoristas, ciclistas e pedestres que utilizam diariamente o corredor viário.

As intervenções integram o Lote 4, Pacotes 3 e 4, do projeto Novo Inter 2, um dos maiores investimentos em mobilidade urbana em execução na capital. Iniciada em março do ano passado, a obra do viaduto já vem transformando a paisagem da região e representa um importante avanço para a integração viária entre Curitiba e Pinhais.


PRO Curitiba


A intervenção faz parte do PRO Curitiba, programa que reúne R$ 6 bilhões em investimentos em obras estruturantes e sustentáveis para modernizar e preparar a cidade para o futuro. O programa é o maior da história da cidade e engloba mais R$ 6 bilhões em investimentos da gestão Eduardo Pimentel entre 2025 e 2028.


Sobre a operação

  • 2.450 toneladas de concreto serão transportadas

  • 50 vigas gigantes

  • 900 metros de trajeto no transporte

  • 15 dias de operação 

Sobre o novo viaduto Curitiba-Pinhais

  • 155 metros de comprimento

  • 25 metros de largura

  • 3 faixas por sentido, além de novas pontes sobre o Rio Atuba, nova rotatória e melhorias viárias entre Curitiba e Pinhais

 

 

 

 

Foto: Isabella Mayer/SECOM


 
 
 

Comentários


Últimas Notícias

bottom of page