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Conselho de Ética ouve defesa de Renato Freitas

  • há 2 horas
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17/03/2026


Deputado apresentou versão em casos que apuram confusão em comissão da Assembleia e protesto em supermercado


Alep
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O Conselho de Ética da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), presidido pelo deputado Delegado Jacovós (PL), ouviu nesta segunda-feira (16) o deputado estadual Renato Freitas (PT) apresentar sua defesa em dois processos que tramitam contra ele no colegiado — referentes à atuação do parlamentar em uma confusão registrada nas dependências do Legislativo e em uma manifestação em um supermercado de Curitiba. A reunião, realizada no Auditório Legislativo, também redesignou a relatoria de um terceiro processo contra o parlamentar petista.

 

Freitas apresentou inicialmente sua versão no âmbito do processo 03457-12/2025, que o acusa de quebra de decoro parlamentar em uma briga registrada em 24 de fevereiro de 2025, durante sessão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). A confusão envolveu o deputado estadual Márcio Pacheco (PP) e o assessor parlamentar Kenny Niedzwiedz, que atua no gabinete de Pacheco. Na denúncia apresentada pelo Delegado Tito Barichello (União), Freitas é acusado de proferir ofensas contra os dois, chamando Pacheco de “coronelzinho de meia pataca” e o assessor de “idiota”. Barichello afirma ainda que Freitas “desferiu um golpe violento contra o assessor” após o encerramento da reunião.

 

Conforme mostram as imagens da sessão, a confusão ocorreu em dois momentos. A divergência começou enquanto Freitas lia seu voto sobre um dos projetos analisados pela CCJ, que tratava da criação de cargos comissionados na estrutura da Polícia Militar. Aparentemente incomodado com as risadas de Niedzwiedz, o deputado petista interrompeu a leitura e criticou a postura do funcionário. Pacheco interveio e passou a discutir com Renato. Ao fim da sessão, no saguão ao lado do Auditório Legislativo, Freitas e Niedzwiedz voltaram a discutir — momento em que teria ocorrido o “golpe” citado por Barichello.

 

O deputado estadual Doutor Leônidas (CDN), relator do caso, e o advogado Edson Vieira Abdala, que representa Freitas, fizeram perguntas ao parlamentar. Renato reconstituiu o episódio, frisando que a crítica que realizou foi restrita à postura do funcionário e que em nenhum momento caminhou até ele. “Depois do que ocorreu aqui, a última coisa que imaginava é que ele estaria me esperando do lado de fora, como se aquilo fosse uma briga de colégio”, pontuou. “E não só ele, o deputado Tito [estava] o parabenizando naquele momento por ele ter tentado de algum modo me ridicularizar para não discutir a criação de cargos comissionados”. “[Niedzwiedz] veio até mim para dar réplica, mas de forma corpo a corpo. Foi aí que eu o afastei, mas não caminhei em direção a ele; fui em direção ao elevador”.

 

O deputado pontuou ainda que não houve conflito posterior entre os dois e que não foi ouvido no processo disciplinar que apurou a responsabilidade do servidor no caso.

 

A atual fase sucede a etapa de oitiva das testemunhas, realizada no último dia 10 de fevereiro. Na ocasião, foram ouvidos o assessor parlamentar Kenny Niedzwiedz, que negou ter ironizado o deputado Renato Freitas e afirmou que foi empurrado após tentar esclarecer a situação; e dois integrantes do Gabinete Militar da Assembleia Legislativa do Paraná, que descreveram a atuação da segurança para conter o tumulto, mas disseram não ter presenciado a agressão. Testemunhas de defesa indicadas por Freitas sustentaram que o assessor teria provocado o deputado durante a sessão e também no saguão, com risadas e gestos, o que teria gerado o confronto.


 
 
 

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