Comércio varejista do País deve girar R$ 65 bi no Natal
- 12 de dez. de 2022
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12/12/2022
O resultado representará uma alta de 1,2% no faturamento em relação ao mesmo período de 2021

O comércio varejista deve movimentar R$ 65,01 bilhões em vendas para o Natal deste ano, calculou a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Se confirmado, o resultado representará uma alta de 1,2% no faturamento em relação ao mesmo período de 2021, já descontada a inflação, o primeiro aumento real de vendas após dois anos de perdas.
O desempenho, porém, ainda não recuperaria o volume de vendas de 2019, no pré-pandemia, que foi de R$ 67,55 bilhões.
Segundo a CNC, a perspectiva positiva é explicada pela normalização do fluxo de consumidores alcançada na virada do primeiro para o segundo semestre de 2022, pela melhora no mercado de trabalho e pela desaceleração da inflação. No entanto, o encarecimento do crédito e o comprometimento da renda média das famílias com dívidas contribuem para frear a expansão das vendas.
O ramo de hipermercados e supermercados deve responder por 38,6% do volume total vendido, R$ 25,12 bilhões, seguido pelas lojas de roupas, calçados e acessórios (33,9% do total ou R$ 22 bilhões) e pelos estabelecimentos especializados em artigos de uso pessoal e doméstico (12,6% ou R$ 8,19 bilhões).
O economista Fabio Bentes, responsável pelo estudo da CNC, explica que o comércio de alimentos concentra uma geração de receitas maior dentro do varejo, mas o período de Natal tem impulso sazonal mais relevante no desempenho do setor de roupas, calçados e acessórios. Em média, o faturamento no varejo como um todo cresce 25% na passagem de novembro para dezembro, enquanto as vendas de roupas e acessórios sobem 80%, apontou Bentes, no levantamento.
Mais da metade da movimentação financeira prevista para o Natal de 2022 ficará concentrada em São Paulo (R$ 22,19 bilhões), Minas Gerais (R$ 5,59 bilhões) e Rio de Janeiro (R$ 5,56 bilhões). Distrito Federal e Rio Grande do Sul têm as maiores projeções de avanço nas vendas para a data em relação a 2021, com altas de 6,8% e 6,2%, respectivamente.







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