Com alta de doenças respiratórias, estratégia "Casulo" ajuda a proteger recém-nascidos e bebês
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03/07/2026

Os bebês têm o sistema imunológico ainda em desenvolvimento, o que os torna mais vulneráveis a infecções e às formas mais graves de doenças. Os primeiros meses de vida exigem uma rotina intensa de cuidados, consultas médicas e medidas preventivas para garantir o bem-estar do recém-nascido e da criança pequena.
No entanto, a atenção costuma se concentrar quase exclusivamente no bebê, enquanto a saúde dos pais e familiares pode acabar ficando em segundo plano, o que representa um risco considerável, especialmente quando não estão com a vacinação em dia. Assim, surge a estratégia de proteção conhecida como "casulo" (ou cocooning).
O pediatra Dr. Heitor Pesca Barbieri, que também é franqueado da Saúde Livre Vacinas, rede especialista em imunização, explica que a estratégia consiste em ampliar a proteção do bebê por meio da vacinação de todas as pessoas do convívio próximo, como pais, irmãos, avós, tios e cuidadores.
"Essa atitude de todos os envolvidos cria uma barreira de segurança contra doenças perigosas, inclusive a bronquiolite, que tem preocupado famílias em todo o país diante do aumento dos casos associados ao vírus sincicial respiratório (VSR), um dos principais agentes da doença. Quanto mais pessoas ao redor estiverem vacinadas, menor é a circulação de vírus e bactérias dentro de casa. É essa rede de prevenção que ajuda a reduzir riscos justamente na fase mais vulnerável da vida", comenta.
De acordo com a edição do Boletim InfoGripe da Fiocruz, publicada na primeira semana de junho, houve aumento do número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em todo território nacional.
Este cenário é causado principalmente pelo crescimento do número de hospitalizações pelo vírus sincicial respiratório (VSR), e em algumas regiões do país, também pela influenza A e pelo rinovírus.
Abaixo, o Dr. Heitor lista as principais vacinas essenciais para quem mora ou vai visitar bebês:
Coqueluche (dTpa): essencial para pais, cuidadores e familiares próximos, ajuda a reduzir o risco de transmissão de uma das doenças mais perigosas para recém-nascidos
Difteria e tétano (dT ou dTpa): mantém a proteção atualizada contra infecções bacterianas graves e faz parte do reforço vacinal de adultos.
Influenza (gripe): importante para todos os contatos próximos do bebê, reduzindo a circulação do vírus no ambiente doméstico.
VSR: em alguns perfis, como gestantes e idosos, contribui para diminuir o risco de transmissão do vírus sincicial respiratório.
COVID-19: ajuda a evitar formas graves da doença e reduz a chance de contágio dentro de casa, protegendo o recém-nascido indiretamente. Além disso, é importante estar sempre fazendo o reforço com as novas doses (Estadão Conteúdo).






