top of page

China vê 'bullying' e Rússia fala e 'hipocrisia e cinismo' dos EUA

  • Foto do escritor: JORNALE
    JORNALE
  • há 5 dias
  • 2 min de leitura

05/01/2026


Conselho da ONU discutiu legalidade da captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro



A Rússia e a China, aliados do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, condenaram nesta segunda-feira (5) o ataque dos Estados Unidos à Venezuela, que resultou na captura de Maduro durante o final de semana, durante reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU.

 

Por outro lado, os EUA se defenderam das críticas ao chamar Maduro de "fugitivo da Justiça" e falar em "operação para o cumprimento da lei". Já a Venezuela pediu que o Conselho de Segurança da ONU garanta que o governo Trump não se apodere de seus recursos naturais.

 

No discurso inicial, a vice-secretária-geral da ONU disse que a instituição está "preocupada que a operação não respeitou as regras do direito internacional".

 

O embaixador da Rússia na ONU, Vasily Nebenzya, pediu novamente a libertação imediata de Maduro e acusou os EUA de serem "hipócritas e cínicos", e que a Casa Branca nem escondeu o teor de sua "operação criminosa para tomar os recursos energéticos". Disse também que a ONU não pode aceitar a postura do governo norte-americano.

 

"Com suas ações, os EUA estão gerando um embalo para um novo momento para neocolonialismo e imperialismo", afirmou Nebenzya.

 

A China também criticou o ataque dos EUA durante a sessão do Conselho de Segurança. O representante chinês, Fu Cong, afirmou que o país está "profundamente chocado e condena fortemente o bullying" do governo norte-americano.

 

Cong afirmou que "nenhum país tem poder para atuar como polícia ou tribunal internacional". O embaixador chinês na ONU também acusou os EUA de desconsiderarem as "graves consequências" para a comunidade internacional com o ataque e colocar a paz internacional e da América Latina em perigo.

 

Já o embaixador dos EUA na ONU, Mike Waltz, defendeu o ataque que capturou Maduro, que chamou "operação para o cumprimento da lei". Ele também chamou o presidente venezuelano de "um fugitivo da Justiça norte-americana e diretamente responsável pelas mortes de milhares de norte-americanos". "Maduro não só era um narcotraficante, ele era um presidente ilegítimo e não era um líder de Estado. Por anos, eles manipularam o sistema eleitoral para se manter no poder", afirmou Waltz.

 

O embaixador venezuelano na ONU, Samuel Moncada, afirmou que o ataque dos EUA "manda a mensagem que seguir a lei é opcional" e pediu ao Conselho de Segurança da ONU a adoção das seguintes medidas:

 

exigir que os EUA respeitem os direitos de Maduro e Cilia e que os libertem imediatamente;

condene de forma inequívoca o uso da força contra a Venezuela;

reafirme o princípio de não aquisição de território ou recursos naturais;

adote esforços para desescalada e proteção da população civil e da retomada da ordem.

 

A reunião foi solicitada pela Colômbia após os Estados Unidos atacarem, na madrugada do sábado (3), diversos pontos de Caracas e capturarem Maduro e sua esposa, Cilia Flores. Eles farão uma aparição em um tribunal em Nova York ainda nesta segunda-feira.

 
 
 

Comentários


Últimas Notícias

bottom of page