Chefe de empresa de salto mandou funcionários apagarem imagens após morte de jovem
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06/07/2026
Investigação aponta que organizadora do grupo Entrecordas ordenou a exclusão de vídeos

Uma das responsáveis pelo grupo de saltos Entrecordas teria orientado funcionários a apagar imagens gravadas por câmeras após acidentes ocorridos na Ponte do Esqueleto, segundo depoimentos reunidos pela Polícia Civil.
De acordo com uma testemunha, a ordem foi dada por Evelyne dos Santos, apontada pela investigação como organizadora da equipe e que se apresentava nas redes sociais como "CEO do Entrecordas". Ela está presa e foi indiciada, além de homicídio com dolo eventual, por fraude processual.
O rope jump é uma modalidade que usa cordas estáticas, sem elasticidade, e após a queda faz um movimento de balanço, como um pêndulo. No bungee jump, modalidade mais conhecida, a corda elástica faz a pessoa cair e quicar para cima e para baixo repetidas vezes.
Segundo o inquérito, um funcionário afirmou ter recebido de Evelyne a ordem para recolher a câmera GoPro usada por Maria Eduarda de Freitas, de 21 anos, e apagar o vídeo gravado no momento do acidente. A jovem morreu em 13 de junho após ser lançada da ponte sem estar presa à corda de segurança.
A investigação também aponta que três testemunhas disseram ter visto alguém retirar a câmera de Maria Eduarda logo após a queda. Em depoimento, integrantes da equipe negaram saber onde estava o equipamento ou se a jovem o utilizava no momento do salto.
Os investigadores afirmam ainda que a tentativa de eliminar imagens não teria sido um caso isolado.
Uma ex-funcionária relatou, em mensagem de áudio anexada ao inquérito, que Evelyne também pediu que fossem apagadas as imagens de um acidente envolvendo um menino de 9 anos, ocorrido meses antes no mesmo local.
Segundo a testemunha, a orientação foi para que o vídeo não fosse enviado porque não se sabia qual seria a reação do pai da criança, que também trabalhava na equipe.







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