Canto gregoriano chega às crianças de projeto social do Cajuru em aula especial com maestros e professores do Cantate
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18/08/2026

O canto gregoriano, tradição musical que atravessa séculos, ganhou novos e curiosos ouvintes nesta segunda-feira (17/8), no bairro Cajuru, em Curitiba. Crianças e adolescentes atendidos pelo Instituto Playing for Change participaram de uma aula especial de introdução ao canto gregoriano conduzida por professores e maestros que participaram do Cantate, encontro dedicado ao Canto Gregoriano e à Polifonia Sacra que movimentou a Capela Santa Maria no último fim de semana.
A ação com as crianças aconteceu um dia depois do encerramento da primeira edição do Cantate, promovido pela Prefeitura de Curitiba, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Inovação, Fundação Cultural de Curitiba e Curitiba Turismo, em parceria com o Instituto Bom Pastor.
A atividade foi conduzida pelo padre Pedro Gubitoso e pelo maestro Héctor Osvaldo de Oliveira, diretor do Cantate, com a participação de coralistas. O encontro foi pensado como uma primeira aproximação das crianças com esse universo musical e combinou explicações sobre o canto gregoriano, exercícios de vocalização e muita música.
O resultado surpreendeu os próprios convidados. Os alunos demonstraram talento e desenvoltura durante a atividade, mostrando que a música pode encontrar espaço em diferentes realidades e despertar novas possibilidades.
Para o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Inovação, Sérgio Bento, a atividade também traduz na prática a proposta da Prefeitura de aproximar a economia criativa das comunidades e ampliar o acesso a experiências que podem contribuir para a formação de crianças e jovens.
“Curitiba quer ser uma cidade onde talento possa se transformar em oportunidade. A economia criativa não acontece apenas nos grandes palcos ou nos grandes eventos. Ela também nasce quando uma criança tem contato com uma música, aprende uma técnica, descobre uma habilidade e passa a enxergar um novo caminho para o futuro. É esse tipo de conexão que queremos estimular”, destacou o secretário.
Para Héctor Osvaldo de Oliveira, diretor do Cantate, estar com as crianças foi uma experiência especialmente significativa. “A verdadeira caridade é aquela que alcança a todos, sem distinguir quem tem pouco de quem tem muito. Todos podem receber e oferecer algo, um alimento, uma palavra, uma boa música ou simplesmente a presença. Estar com essas crianças foi, para nós, uma experiência extremamente gratificante. Tenho certeza de que recebemos tanto quanto oferecemos”, afirmou.
Música como ferramenta de transformação
A atividade foi realizada no Instituto Playing for Change, organização que desde 2015 desenvolve ações com crianças e adolescentes do Cajuru por meio de oficinas artísticas, esportivas e de língua inglesa. O trabalho utiliza a música como ferramenta de transformação, estimulando disciplina, respeito, confiança, alegria e o desenvolvimento de habilidades.
Durante o encontro, o padre Pedro Gubitoso apresentou às crianças conceitos básicos do canto gregoriano e, na sequência, os participantes puderam experimentar vocalizações e acompanhar momentos musicais conduzidos pelos convidados. A proposta não foi formar novos cantores em uma única aula, mas despertar a curiosidade e apresentar às crianças uma manifestação cultural que, para muitas delas, era até então desconhecida.
Cantate movimentou Curitiba
Realizado de sexta-feira (14/8) a domingo (16/8), na Capela Santa Maria, o encontro reuniu 286 participantes de 11 estados e do Distrito Federal, com oficinas, masterclasses, palestras, práticas de canto e regência, concerto e celebrações litúrgicas.
A programação atraiu apreciadores do canto gregoriano, estudantes, coralistas, músicos, professores, regentes e pesquisadores. A Capela Santa Maria ficou lotada durante o fim de semana, em uma demonstração do interesse pela música sacra e pela formação artística.
Entre os professores convidados estiveram o musicólogo lituano Giedrius Gapsys, radicado em Paris, o padre Pedro Gubitoso, de Paris, e profissionais brasileiros. A proposta do Cantate foi promover intercâmbio, formação e valorização de um patrimônio musical que atravessa séculos.
A primeira edição também marcou a aposta de Curitiba na economia criativa como vetor de desenvolvimento. Ao aproximar conhecimento, cultura, turismo e serviços, o evento trouxe participantes de diferentes regiões do país e movimentou uma cadeia ligada à realização de eventos.
Foto: Divulgação







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