Candidato a vice-governador defende novas energias, inovação, agronegócio e sustentabilidade como eixos para o Paraná
01/10/2026

O candidato a vice-governador Rafael Greca (MDB) defendeu, nesta quinta-feira (1º), uma agenda de desenvolvimento para o Paraná pautada pela sustentabilidade, novas fontes de energia, inovação, ciência e fortalecimento do agronegócio. Em entrevista ao programa Microfone Aberto, da Massa FM, apresentado pelo jornalista Cantini, Greca destacou o avanço de uma economia voltada à inovação, à tecnologia e ao aproveitamento sustentável dos recursos do Estado.
Para Greca, essa visão passa pela construção de um “Paraná verde e azul”, com economia verde e azul, novas fontes de energia e maior integração entre ciência, produção e sustentabilidade. “A economia verde e azul, a economia do futuro, é a minha maior ambição”, afirmou.
O conceito reúne desenvolvimento econômico, inovação e uso sustentável dos recursos naturais, com atenção especial à transição energética e à preservação dos recursos hídricos.
Novas energias e agronegócio
Na entrevista, Greca citou a produção de biogás, biometano e etanol de milho e de cana entre as áreas estratégicas para a economia paranaense. Também defendeu maior aproximação entre pesquisa científica e produção agrícola.
Ao mencionar o trabalho da pesquisadora paranaense Maria Angela Hungria, da UEL (Universidade Estadual de Londrina) e da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), Greca relacionou a ciência desenvolvida no Estado à busca por alternativas para uma agricultura menos dependente de insumos químicos.
O candidato também destacou o papel das 272 cooperativas na estrutura do agronegócio paranaense.
Um Paraná mais inteligente
A visão de futuro apresentada por Greca avança da sustentabilidade para a tecnologia, ao defender um Estado capaz de ampliar a presença de startups, empresas de tecnologia e universidades, além de elevar o nível de formação e informação da população.
“O Paraná precisa ser o Estado mais inteligente do mundo”, afirmou.
Greca citou ainda os chamados unicórnios - empresas avaliadas em mais de US$ 1 bilhão - como uma das referências de uma economia apoiada em inovação. Também destacou a formação de jovens e a experiência de paranaenses no exterior.
Para ele, a internacionalização integra essa estratégia.
“O Paraná precisa continuar a ganhar o mundo”, disse.
Experiência pelo Estado
A visão sobre o futuro do Paraná está associada, segundo Greca, à própria experiência acumulada ao longo da trajetória pública. O candidato lembrou também as viagens realizadas ainda na juventude ao lado do pai, o engenheiro Eurico Dacheux de Macedo, em percursos pelo Paraná.
Na conversa com o apresentador Cantini, Greca citou a atuação como deputado estadual, deputado federal, ministro do (Esporte) e Turismo, presidente da Sanepar (Companhia de Saneamento do Paraná), além dos três mandatos como prefeito de Curitiba.
Ao destacar as diferentes regiões do Estado, Greca afirmou conhecer suas realidades, características políticas, históricas e culturais.
“Não há nada no Paraná que me seja estranho”, disse.
“Duas cascas de bala”
Ao falar sobre a chapa, Greca destacou a sintonia com Sandro Alex (PSD), candidato ao governo do Paraná, e afirmou que os dois compartilham a disposição para administrar o Estado.
“Eu e ele (Sandro Alex) somos como duas pessoas, como duas cascas de bala, para usar uma expressão da piazada”, afirmou.
Greca disse que a intenção da dupla é apresentar um governo “melhor, mais bonito, mais justo e ainda mais eficaz”, com novas prioridades para o desenvolvimento do Paraná.
“Terra de promissão”
No fim da entrevista, Greca relacionou o futuro econômico do Paraná à capacidade de trabalho da população.
“Brasil diferente que é. Terra escolhida. Terra de promissão”, afirmou.
Para o candidato, o Estado reúne condições para ampliar a projeção nacional e internacional a partir da produção, do conhecimento e da inovação.
“Nós somos o povo mais trabalhador do Brasil”, completou.
Foto: Terceiro / Agência O Globo





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