Campanha de Lula recorre ao TSE para acusar Meta de descumprir ordem judicial e prejudicar PT
20/10/2026

A campanha do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, entrou no Tribunal Superior Eleitoral com nova manifestação contra a Meta, big tech responsável pelo Facebook, Whatsapp e Instagram. Segundo os petistas, a plataforma digital deixou de cumprir determinação do próprio TSE e está prejudicando a campanha de Lula.
Segundo o secretário de Comunicação do PT, Éden Valadares, a decisão do tribunal de obrigar a Meta a garantir igualdade entre as campanhas presidenciais não está sendo cumprida.
"Nós vamos dizer que a decisão do ministro (Marco Aurélio) Belizze, não está sendo cumprida e não foi cumprida. No momento importante da campanha, com o debate. É muito ruim a gente vir aqui todo dia apresentar nova denúncia", disse Valadares.
O PT sustenta que a IA da Meta tem favorecido a geração de imagens com o número 22, do senador Flávio Bolsonaro, até em situações em que não se faz menção ao nome do candidato do PL.
Valadares afirmou também que foi realizada nesta segunda uma reunião com órgãos investigadores e observadores eleitorais da União Europeia e da Organização dos Estados Americanos (OEA) para discutir o tema.
Segundo o secretário, o processo interno de investigação está avançando, mas é importante haver uma atitude por parte da big tech. "Nós esperamos que a Meta pare de beneficiar a campanha do lado do Bolsonaro e tenha um comportamento ético, condizente com a organização brasileira", disse.
No domingo, 18, Belizze deu 24 horas para que a Meta comprove que cumpriu a decisão da Corte em adotar medidas que comprovem a isonomia na distribuição de conteúdos políticos e anúncios eleitorais no segundo turno das eleições. Está previsto o aumento da multa diária para R$ 1 milhão caso a empresa não comprove o cumprimento integral das medidas dentro do prazo estipulado.
Na sexta-feira, 16, a Meta admitiu, por meio de nota, que falhas técnicas no impulsionamento de anúncios afetaram a campanha do presidente Lula. A empresa, contudo, negou interferência política no pleito brasileiro, alegou que os problemas foram rapidamente corrigidos e que o candidato Flávio Bolsonaro também relatou falhas.
"Hoje, compartilhamos informações sobre incidentes técnicos recentes que afetaram campanhas de diferentes posições do espectro político nas eleições brasileiras de 2026. A Meta não toma partido nessa nem em nenhuma outra eleição, e são falsas e infundadas as alegações de que estamos favorecendo ou interferindo em nome de qualquer candidato ou grupo político", alegou a empresa.
Créditos: Estadão Conteúdo
Foto: UOL Notícias







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