Caminhoneiros paranaenses estão presos na nevasca há quase um mês
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07/08/2026
Motoristas relatam que estoques de alimentos estão acabando

Centenas de caminhoneiros estão presos por conta da nevasca em regiões de fronteira na Argentina e no Chile, e enfrentam um cenário de incerteza há quase 30 dias. Os motoristas paranaenses, retidos na região da Cordilheira dos Andes, relatam que os estoques de mantimentos estão no fim e que as datas para a reabertura das pistas são adiadas constantemente pelas autoridades locais. Veja o vídeo abaixo.
O bloqueio impede o fluxo de mercadorias e deixa os trabalhadores dependentes da própria estrutura dos veículos para cozinhar e dormir.
Luciano Elvis de Melo, de 45 anos, morador de Foz do Iguaçu, afirma que o número de caminhoneiros presos na nevasca ultrapassa os 500 caminhões apenas no posto onde ele se encontra.
Luciano está parado há 22 dias e conta que, por enquanto, ainda há acesso a banheiros e vendedores que circulam oferecendo comida, mas que isso não torna a situação mais fácil.
“Faz frio só à noite, durante o dia o sol sai. Onde estamos, eles seguram os caminhões, então não podemos subir para a região da neve.”, explicou Luciano.
Os colegas em pontos mais isolados da rodovia, onde o acesso a mantimentos e higiene é limitado, concentram a maior preocupação.
Esse é o caso de Luana de Lima Neves, de 28 anos, caminhoneira de Cascavel, no Oeste do Paraná, que está em um ponto onde a neve é intensa mesmo durante o dia, e momentos como tomar banho, se tornam uma dificuldade.
“A limpeza feita de dia é perdida à noite”, afirma motorista de Foz do Iguaçu
Do lado argentino, na região de Mendoza e Uspallata. Fernando Schillreff, de 31 anos, é de Foz do Iguaçu, no Oeste do Paraná, e está retido há 24 dias a cerca de 150km da fronteira. Ele explica que, embora o tempo pareça bom em alguns pontos, a natureza anula constantemente o trabalho de manutenção das pistas.
“O serviço que é feito durante o dia, a limpeza, à noite é perdida, porque toda noite está nevando.”, lamentou Fernando.
O motorista, que trabalha há oito anos na estrada, destaca que a maior dificuldade é a falta de uma previsão real. Datas como o final de julho e o início de agosto continuam sendo adiadas, mas agora a nova esperança reside em uma possível “janela” de tempo bom entre os dias 10 e 16.







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