Butantan aguarda insumos da China para produzir mais vacina

18/01/2021


Carregamento depende de autorização do governo chinês



O Butantan depende da liberação de uma nova remessa de insumos da China para retomar o envase de doses da CoronaVac em São Paulo, afirmou nesta segunda-feira (18) o diretor-presidente do instituto, Dimas Covas. A vacina contra a Covid-19 é produzida em parceria com o laboratório chinês Sinovac.


De acordo com Dimas Covas, um carregamento de matéria-prima está pronto para ser despachado, mas ainda depende de autorização do governo chinês para ser enviado ao Brasil. O Butantan já concluiu o envase de toda a matéria-prima recebida da China e aguarda essa nova remessa para dar início à segunda etapa de produção.


Neste domingo (17), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o uso emergencial da CoronaVac apenas para as 6 milhões de doses que chegaram prontas da China. As 4,8 milhões de doses que o Butantan envasou ainda dependem de uma nova autorização, solicitada nesta segunda.


"Estamos aguardando apenas a autorização do governo chinês para poder trazer e, aí sim, iniciar a segunda etapa de produção. A capacidade de produção do Butantan é de 1 milhão de doses por dia. Nesta etapa de produção esta capacidade foi atingida. Nós dependemos agora da matéria-prima para continuar esse processo e fazer essas doses o mais rapidamente possível", disse o diretor em entrevista coletiva nesta segunda (18).


De acordo com o governo de SP, a CoronaVac teve eficácia de 50,4% na terceira fase de testes, que envolveu cerca de 13 mil voluntários no Brasil. O dado mostra que o imunizante é capaz de reduzir pela metade o risco de contaminação pela Covid-19 nos vacinados. A vacina também diminui em 78% o risco de agravamento da doença, com necessidade de atendimento médico.


O processo de envase consiste na etapa final de produção da vacina. Nesse estágio, as instalações do Butantan funcionam 24h por dia.


A informação já havia sido divulgada na tarde deste domingo após a autorização da Anvisa. No evento, o governo de São Paulo deu início à campanha de vacinação do estado, imunizando profissionais de saúde.


“Nós estamos com pedido aprovado de importação lá na China e, nesse momento, aguardamos uma autorização do governo chinês. Isso já deveria ter acontecido 15 dias atrás. Não aconteceu. Estamos em intenso contato com os chineses para que liberem essas doses, que serão suficientes pra produção aí de mais de 11 milhões de doses. Então, nós estamos aguardando esse processo e esperamos que isso se resolva nesta semana ainda", disse o diretor na ocasião.

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