Bolsonaro fala em interferências no Executivo antes de depoimento à PF

28/01/2022


Bolsonaro comentava os desafios enfrentados pelo governo nos últimos anos



A poucas horas do prazo determinado para prestar depoimento à Polícia Federal (PF), o presidente Jair Bolsonaro (PL) falou sobre “interferências” no poder Executivo. “[Em 2021] enfrentamos também outras atribulações. Interferências no Executivo, as mais variadas possíveis”, disse o presidente, em cerimônia no Palácio do Planalto.

“Sempre, da nossa parte, jogando com aquilo que nós temos e aquilo que nós juramos respeitar por ocasião da nossa posse, a nossa Constituição”, completou.

Ao falar em interferências, Bolsonaro comentava os desafios enfrentados pelo governo nos últimos anos, até chegar em 2021.

De acordo com o ministro, como Bolsonaro não indicou local, dia e horário dentro do prazo para ser ouvido pelos policiais, ele terá que comparecer na PF às 14h para o interrogatório.

Caso não compareça, o presidente descumprirá uma ordem judicial. Caberá a Moraes definir medidas, ainda não especificadas.

Inquérito instaurado pelo Polícia Federal

No ano passado, a Polícia Federal instaurou esse inquérito para saber como vazou investigação sobre o ataque hacker ao Tribunal Superior Eleitoral utilizada pelo presidente Jair Bolsonaro para levantar a tese de fraude na eleição de 2018 em entrevista no dia 4 de agosto.



Além da responsabilidade pela divulgação dos documentos, a PF pretendia apurar como o deputado Filipe Barros (PSL-PR), relator da PEC do voto impresso, soube da existência do caso sigiloso em andamento no órgão.


A apuração foi solicitada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e sua abertura foi ordenada por Alexandre de Moraes. O ministro do STF entendeu que o caso tem relação com o inquérito das fake news e se manteve como relator do caso.


O inquérito apura o vazamento de dados sigilosos. Bolsonaro acessou e divulgou as informações sobre o ataque ao sistema do TSE após Filipe Barros, na condição de autoridade como parlamentar, pedir acesso à investigação ao delegado Victor Feitosa Campo, da superintendência da PF no Distrito Federal. O pedido foi atendido.


Na cerimônia desta sexta-feira, pela primeira vez, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, esteve no palco com o presidente. Bolsonaro filiou-se ao partido do centrão no ano passado para disputar a sua reeleição.

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