Bolsas da Europa fecham em alta com queda do petróleo, em dia de apostas sobre o Fed após CPI
11/09/2026

As bolsas europeias fecharam em alta nesta sexta-feira, 11, em recuperação após as perdas recentes, favorecidas pela queda do petróleo e pela melhora do apetite por risco. O avanço ocorreu mesmo após a inflação dos Estados Unidos reforçar apostas de alta de juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) na próxima semana, enquanto os riscos de oferta de energia no Oriente Médio seguiram no radar.
Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 0,39%, a 10.650,44 pontos. Em Frankfurt, o DAX subiu 0,77%, a 25.557,16 pontos. Em Paris, o CAC 40 ganhou 0,78%, a 8.179,77 pontos. Em Milão, o FTSE MIB avançou 1,36%, a 52.512,03 pontos. Em Madri, o Ibex 35 subiu 0,84%, a 19.825,70 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 ganhou 0,73%, a 9.524,73 pontos. As cotações são preliminares.
Na agenda, a produção industrial do Reino Unido avançou 0,2% em julho ante junho, ante previsão de queda de 0,2%. Na França, o ministro das Finanças, Roland Lescure, reduziu de 0,7% para 0,5% a projeção de crescimento em 2026 e admitiu que a meta de déficit não será cumprida.
Paralelamente, o dirigente do Banco Central Europeu (BCE) Gabriel Makhlouf afirmou que a guerra no Oriente Médio pode manter a inflação elevada por mais tempo, mas alertou que novas altas expressivas dos juros ameaçam o crescimento.
Entre as ações, Airbus avançou 1,4% após anunciar recompra de até 4,1 milhões de papéis. Em Londres, Renishaw subiu 3,1% e XP Power disparou 5,4% após a Jefferies elevar ambas para compra, citando benefícios da demanda ligada à inteligência artificial (IA) para o mercado de semicondutores.
Na Alemanha, Sartorius subiu 1,3%, enquanto SAP conseguiu se recuperar parcialmente no fim do pregão, fechando estável. Em Paris, ações de luxo (+1%) se recuperaram de perdas recentes, com a Kering registrando alta de 2%.
Apesar do recuo do petróleo no pregão desta sexta, o setor energético europeu subiu 0,6%. O óleo deve encerrar a semana com alta de quase 10%.
Créditos : Estadão Conteúdo
Foto: UOL







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