Ator Carmo Dalla Vecchia fala sobre sua paixão por livros
- 10 de mai. de 2022
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10/05/2022
Artista passou a ler mais durante o período de isolamento e defende que o prazer de se relacionar com livros é algo a ser desenvolvido pelas pessoas

Ainda que não tenha nascido em uma família de leitores, o ator e fotógrafo Carmo Dalla Vecchia, 50, sempre foi afeito aos livros. Essa paixão tornou-se mais intensa durante a pandemia do novo coronavírus: obrigado a adotar protocolos de isolamento social, o artista encontrou nas páginas um caminho para o otimismo em meio ao contexto amplamente negativo.
“Ter o hábito de ler durante a pandemia mostra que você é uma pessoa positiva, que foca na luz e aproveitou o tempo que tinha para aprender. Conseguiu transformar o aspecto ruim da pandemia em algo bom”, teoriza o ator que tem mais de 20 novelas no currículo. “Os livros empoderam as pessoas, e isso não tem nada a ver com idade”, completa.
Dalla Vecchia nasceu em Carazinho (RS) e viveu no Rio Grande do Sul até 1993, época em que já havia enfileirado trabalhos como modelo e estava matriculado na Oficina de Atores da Globo. Dois anos depois, resolveu dedicar-se apenas à carreira como ator.
Paralelamente, o artista foi burilando durante os anos a relação com os livros: “A leitura é uma experiência que se adquire no montante e não na unidade. Cada livro é uma experiência única, mas o prazer da leitura é algo que se desenvolve. A leitura faz você se tornar mais criativo e ter universos dentro de si, ter outras perspectivas, outros mundos”.
A proximidade com os livros tornou-se ainda mais clara quando Dalla Vecchia conheceu o autor João Emanuel Carneiro, 52, com quem é casado desde 2005. O escritor e roteirista já emplacou oito novelas e cinco séries na Globo. “Um grande prazer nosso é contar história de livros um para o outro. Comparamos livros dos mesmos autores e compartilhamos também. Eu tenho os meus e ele tem os dele, mas, às vezes, até misturamos, embora ambos tenham muitos livros”.
Eles não são um caso isolado - a pandemia impactou consideravelmente o mercado editorial e impulsionou as vendas. Para Arthur Dambros, co-fundador da TAG Experiências Literárias, isso pode até reverberar na sociedade como um todo em alguns anos. “Em 2021, as vendas de livros cresceram 29% em relação a 2020. Dados como esse revelam que o hábito da leitura está crescendo no país, o que é algo muito positivo, porque isso significa que podemos nos tornar mais críticos e bem informados no futuro e podemos desenvolver repertório para discussões relevantes para todos”, finaliza o executivo.







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