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Após morte de empresário em Interlagos, pilotos amadores cobram segurança no Autódromo

  • 12 de jun. de 2025
  • 2 min de leitura

12/06/2025


O piloto amador e entusiasta do automobilismo Paul Robison, em nome de outros colegas de pista, enviou um pedido de reforço na segurança nas dependências do Kartódromo e Autódromo de Interlagos à Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA) e à Federação Internacional de Automobilismo (FIA). Na mensagem, ele lamenta a morte do amigo Adalberto Amarilio Júnior, de 35 anos. Procuradas, as entidades não se manifestaram.


“Venho por meio desta, em nome de diversos colegas de pista, familiares e apaixonados pelo esporte, expressar minha profunda indignação e preocupação com os recentes acontecimentos envolvendo meu amigo e companheiro de automobilismo, Adalberto Júnior, nas dependências do Kartódromo e Autódromo de Interlagos, em São Paulo”, disse na mensagem.


Segundo ele, o local necessita de uma estrutura mais adequada. “Há pouca ou nenhuma vigilância visível, a presença de câmeras é insuficiente, os acessos são vulneráveis, e há muita vegetação ao redor que favorece ações criminosas”, reforçou Robison.


“Diante disso, solicitamos com urgência que a CBA, como entidade máxima do automobilismo brasileiro, interceda junto aos órgãos competentes e gestores do espaço, exigindo melhorias reais e imediatas na segurança do Kartódromo e Autódromo de Interlagos”, disse ele.


Entre as medidas necessárias, destacam-se:


Instalação e ampliação de câmeras de segurança em todas as áreas do Kartódromo e acesso ao Autódromo;


Presença constante de policiamento ou segurança privada treinada e equipada;


Melhoria na iluminação e limpeza dos arredores para eliminar áreas de risco;


Parceria com órgãos públicos e municipais para fiscalizações periódicas e manutenção preventiva da área.


“Esse é um clamor coletivo de pilotos, familiares, organizadores e cidadãos que amam e vivem o automobilismo. Também encaminhamos esta mensagem à FIA e demais entidades ligadas ao esporte para que a preocupação se torne visível a todos os níveis”, disse Robison.


Relembre o caso


O corpo do empresário de 35 anos foi encontrado em um canteiro de obras do Autódromo de Interlagos, na zona sul de São Paulo, no dia 3 de junho. A polícia apura se ele foi morto após se envolver em uma briga com seguranças do evento.


Ele estava desaparecido desde a noite do dia 31 de maio, quando participou do evento “Festival Interlagos 2025: Edição Moto” no Autódromo de Interlagos.


Santos tinha o hobby de viajar de moto e também exibia fotos pilotando kart, modalidade da qual dizia ser três vezes campeão paulista.

A Polícia Civil de São Paulo tenta descobrir o local em que o empresário foi abordado antes de ser morto, assim como trabalha para identificar os responsáveis pelo crime.


Na terça-feira, 10, uma equipe da investigação esteve no autódromo, acompanhada de responsáveis pela segurança, para traçar os possíveis caminhos percorridos pela vítima. A polícia fez um croquis do local para mapear o percurso.


Estadão Conteúdo

 
 
 

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