top of page

Aos 65 anos, nutricionista descobre nova carreira ao resgatar memórias da Curitiba antiga

  • há 20 horas
  • 3 min de leitura

27/05/2026


Histórias familiares contadas em almoços de domingo, jantares e cafés da tarde. Somado a isso fotografias antigas, uma dose de nostalgia e curiosidade, além da vontade de preservar lembranças ainda vivas na memória de gerações de curitibanos: bisnetos, netos, sobrinhos e primos que conviveram com personalidades conhecidas da cidade em antigos casarões de Curitiba ao longo do século 20.


A partir desse universo afetivo, Karin Romanó vem construindo uma nova carreira. Nutricionista de formação e pesquisadora por vocação, ela reinventou a própria vida e aos 65, acaba de lançar Memórias de Curitiba II, publicado por meio da Lei de Incentivo à Cultura, em edital da Fundação Cultural de Curitiba.


Escrito em uma linguagem simples e próxima da tradição oral, a publicação que veio acompanhada de encontros com público como contrapartida do apoio da FCC, é uma espécie de sequência ao primeiro livro, financiado com recursos próprios. O primeiro livro fez relativo sucesso entre pessoas interessadas nas histórias do passado, relatadas por Karin em grupos de redes sociais que ela começou a participar durante o período da pandemia da covid-19.


Foi justamente com essas postagens e contribuições recebidas dos seguidores que despertou a vocação para transmitir as histórias ouvidas. “Tudo isso aconteceu depois dos 60 anos e estou muito feliz. É uma realização, porque apesar de ter sido nutricionista e dona de casa, meu coração é de pesquisadora”, afirma Karin, que atualmente começou a estudar História.


No primeiro volume, Memórias de Curitiba, a autora transforma em narrativa escrita as histórias que ouviu da família, tanto do lado paterno quanto materno. Ela é neta de Nicolau Mäder, e tem parentesco com a atriz Malu Mader. Pelo lado materno, ascende da família Schöll. Seu avó materno construiu a primeira fábrica de óleo vegetal do Sul do Brasil, a Fanadol, localizada na região onde teve início o bairro do Portão.


Já no segundo livro, Karin acrescenta relatos de outras pessoas e famílias, mas a narrativa é mesma, microcontos que se passam e muitos lugares que são atualmente Unidades de Interesse de Preservação (UIPs), como a Casa Strobel, no Largo da Ordem, ou em uma charcutaria que funcionava onde hoje é a Galeria Ritz, Bar Cometa, entre outros lugares históricos da cidade.


Nascida e criada no centro


A curitibana nascida e criada na Rua Conselheiro Laurindo, no Centro, guarda lembranças afetivas da cidade. Foi batizada na Igreja do Guadalupe ainda de madeira e, anos depois, casou-se no mesmo local.


Do pai, Ney Mader Romanó, ouviu inúmeros causos e memórias familiares. As tias, especialmente Maria Thereza Romanó, também ajudaram a formar o repertório de histórias que hoje compõe os livros da autora.


Antes dos livros, ela criou o projeto Curitiba Antigamente, uma plataforma digital baseada em uma imagem panorâmica do Centro de Curitiba em 1915, montada a partir da junção de oito fotografias do estúdio Wolk, pertencentes ao acervo de Paulo José da Costa, colaborador das pesquisas da autora.


Ao clicar nos pontos da imagem, o visitante acessa histórias, curiosidades e registros fotográficos relacionados aos locais retratados, em uma espécie de passeio virtual pela Curitiba do início do século passado.


Karin também é autora de Casarões de Curitiba e prepara o lançamento de Cinco Minutos no Sótão, previsto para este ano. Os livros podem ser encontrados nas livrarias Telaranha e Arte & Letra, além dos Faróis do Saber.

 

 

 

Foto: Cido Marques/FCC


 
 
 

Comentários


Últimas Notícias

bottom of page