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Alemanha se diz pronta para retomar auxílio financeiro para a Amazônia

  • 2 de nov. de 2022
  • 2 min de leitura

02/11/2022


Em discurso após vitória na eleição, Lula (PT) disse que o Brasil está disposto a ter um papel de vanguarda



A Alemanha declarou, nesta quarta-feira (2), que está pronta para retomar sua ajuda financeira para proteger a Amazônia do desmatamento, seguindo o exemplo da Noruega na segunda-feira (31), um dia após a vitória eleitoral de Lula.


"Em princípio, estamos prontos para liberar os meios congelados para o Fundo de Preservação da Floresta Amazônica", disse um porta-voz do ministério alemão do Desenvolvimento e Cooperação durante uma coletiva de imprensa.


Em agosto de 2019, a Noruega, o principal financiador do fundo de proteção, e a Alemanha, outro grande contribuinte, decidiram cortar seus subsídios, acusando o presidente Jair Bolsonaro de não querer impedir o desmatamento.


"Vamos agora discutir os detalhes com a equipe de transição. Dentro do governo alemão há uma grande vontade estender rapidamente a mão", declarou o porta-voz do ministério.


Ele, porém, não forneceu uma data específica, porque vai depender das "condições" políticas no Brasil.


De acordo com dados do ministério do Meio Ambiente da Noruega, US$ 641 milhões estão atualmente paralisados na conta do Fundo.


Enorme refúgio de biodiversidade e, por muito tempo, um precioso "sumidouro de carbono", a Amazônia, a maior floresta tropical do planeta, agora emite mais CO2 do que absorve.


Reduzir o desmatamento é uma das soluções defendidas pelos especialistas em clima da ONU (IPCC, na sigla em inglês) para limitar o aquecimento global a 1,5ºC, de acordo com os objetivos do Acordo de Paris.


Lula, presidente entre 2003 e 2011, afirmou no domingo (30), após o anúncio de sua vitória no segundo turno da eleição presidencial, que o Brasil está disposto a ter um papel de vanguarda contra a mudança climática e destacou que o planeta precisa de uma "Amazônia viva".


A perspectiva de um retorno da ajuda internacional concomitante à volta de Lula ao poder foi bem recebida pelas ONGs ambientalistas.


"Estamos convencidos de que Lula tem boas intenções para a floresta amazônica quando tomar posse em janeiro, mas enfrentará uma situação política que complicará seu trabalho", disse à AFP Elle Hestnes Ribeiro, do programa para o Brasil da Rainforest Foundation Norway.



"Será, portanto, dependente de ajuda internacional, e o Fundo de Preservação da Floresta Amazônica é essencial nesse sentido", afirmou.

 
 
 

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