Acidentes com aranha-marrom caem na pandemia
- 6 de jan. de 2021
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06/01/2021
Curitiba registrou 472 acidentes durante 2020

Curitiba registrou 472 acidentes com aranha-marrom em 2020, o menor número dos últimos 28 anos, segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba. Em 2019, por exemplo, foram 848 acidentes provocados pelo aracnídeo na capital.
A queda significativa pode ter relação direta com a pandemia da covid-19. “Como as pessoas estão ficando mais em casa, aumentam os cuidados com a limpeza, que é a forma mais eficaz de prevenção”, diz Marcelo Vettorello, biólogo do Centro de Epidemiologia da Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba.
Em 1993, a notificação dos acidentes com arranha-marrom se tornou obrigatória no país. Neste ano, Curitiba registrou 1.852 casos de picadas, e no início dos anos 2000, a cidade teve um aumento muito grande de casos, com mais de 3 mil registros.
Depois, com mais informações e cuidados da população, os casos confirmados de acidentes com aranha-marrom foram diminuindo ao longo dos anos, mas a cidade é ainda uma das capitais com maior registro de acidentes com o aracnídeo.
A aranha-marrom, um animal pequeno mas que esconde um veneno muito potente, é bastante comum na região Sul do país. O calor é o período com maior incidência de picadas pois o tempo quente favorece a circulação dos animais pelos ambientes em busca de alimento e de parceiros para reprodução.
Durantes essas “saídas” a aranha-marrom acaba entrando em roupas, calçados, roupas de cama e de banho, e outros objetos onde pode encontrar abrigo. Essas aranhas não são agressivas e só picam como uma atitude de defesa quando se sentem ameaçadas. Os acidentes normalmente ocorrem quando a aranha-marrom é prensada contra o corpo, por exemplo, quando uma pessoa está se vestindo.







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