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Acesso à moradia é tema de encontro anual da Rede nacional de institutos de planejamento urbano

  • há 1 hora
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12/03/2026


O direito à cidade, territórios vivos e experiências humanas: intervenções urbanas que reduzem as desigualdades é o tema do XII Encontro da Rede Nacional de Institutos de Planejamento Urbano (InRede), em Maceió (AL). Até sábado (14/3), técnicos do planejamento urbano de todo o país, além de parceiros estratégicos como o Ministério das Cidades, ONU-Habitat e Cooperação Brasil-Alemanha (GIZ), discutem temáticas de urbanismo que impactam a qualidade de vida dos cidadãos. O Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc), representado pela arquiteta e urbanista Ana Zornig Jayme, é presidente do InRede para a gestão 2026-2028.


A abertura foi nesta quinta-feira (12/3), com a presença do anfitrião do encontro, Antônio Carvalho e Silva Neto, presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Maceió (Iplam); Ana Zornig Jayme, do Ippuc; Carlos Tomé, secretário de Desenvolvimento Urbano do Ministério das Cidades; Elkin Velásquez, diretor regional do Caribe e da América Latina ONU-Habitat; Claudio Stenner, coordenador de geografia do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE); Larissa Menescal, do Instituto de Pesquisa e Planejamento de Fortaleza; e Cecília Martins, representante da Cooperação Brasil-Alemanha (GIZ).


A questão do acesso à moradia foi o destaque das falas institucionais de boas-vindas. Para Velásquez, da ONU-Habitat, as cidades têm o desafio de buscar investimentos em grandes eixos de integração e infraestrutura urbana, em que a moradia deve ser o centro das políticas urbanas. “A América Latina tem, mais uma vez, a oportunidade de ser um território de paz no contexto geopolítico atual, em que o continente urbanizado leva ao direito à cidade”, disse.


O presidente do Iplam, Antônio Carvalho e Silva Neto, observou sobre o direito à cidade, que tem sido aplicado no desenvolvimento de Maceió, trocando espaços de carros por praças e áreas de pedestres, especialmente na orla. “A cidade sem pessoas não tem alma, da mesma forma que os espaços urbanos construídos sem elas”, avaliou.


A institucionalização dos organismos de planejamento urbano, fortalecendo as estratégias de desenvolvimento sustentável, é uma das principais defesas de Ana Zornig Jayme, à frente do Ippuc e na liderança do InRede. “Instituir e fortalecer os institutos, por meio do reconhecimento das lideranças e da sociedade, é a base da construção sólida do planejamento urbano. Dessa forma, as políticas públicas são construídas de maneira mais consistente e perene”, disse.

 

 

 

Foto: Prefeitura de Curitiba


 
 
 

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