top of page

7 dicas para proteger os pets do estresse causado pelo barulho das comemorações dos jogos

  • há 19 horas
  • 3 min de leitura

08/06/2026


Por terem audição muito mais sensível que a dos humanos, cães e gatos sofrem com os ruídos das festas e fogos de artifício. Saiba como amenizar o medo e ansiedade e evitar que eles se envolvam em acidentes durante os eventos esportivos.


Créditos: Divulgação.
Créditos: Divulgação.

Os jogos de futebol costumam mobilizar torcedores em todo o país, com festas, buzinaços, fogos de artifício e comemorações barulhentas a cada gol. Para cães e gatos, no entanto, estes são dias de insegurança e bastante estresse. O excesso de ruídos, somado à movimentação intensa nas casas e ruas, pode provocar crises de ansiedade e até colocar a saúde deles em risco. 

“Os pets possuem audição muito mais sensível do que a humana, o que faz com que sons altos e repentinos sejam percebidos com mais intensidade. Esses estímulos sonoros geram sofrimento emocional, pois eles associam sons altos e inesperados a perigo”, explica Cintia Ghorayeb, especialista do Veros Hospital Veterinário. 

Os sinais de medo e ansiedade variam: alguns pets apresentam tremor, ofegação ou salivação excessiva. Enquanto uns se escondem embaixo de móveis em postura encolhida, outros ficam inquietos, vocalizam mais do que o normal ou tentam fugir. “O estresse pode desencadear comportamentos agressivos, hipervigilância, perda de apetite, vômito e eliminação de fezes e urina. A saúde também pode ser impactada, com aumento da pressão arterial, taquicardia, crises respiratórias e episódios convulsivos, especialmente em animais idosos ou com doenças cardíacas e neurológicas”, destaca Cintia. 

Em pânico, os bichinhos podem ter reações inesperadas. Ao tentar fugir, muitos ficam presos em portas, portões e janelas; quebram objetos e se cortam ou ferem. Se escapam para a rua, há os riscos de atropelamento e comprometimento da audição, caso o fogo de artifício estoure muito próximo a ele. 

Para garantir a segurança e bem-estar do seu pet, adote as seguintes medidas de acolhimento e prevenção:


1. Prepare um ambiente seguro e silencioso

Antes do início das partidas, o ideal é deixar o pet em um cômodo mais tranquilo da casa, longe da televisão em volume alto e do excesso de movimentação. Fechar portas, janelas e cortinas ajuda a reduzir tanto os ruídos externos quanto os flashes dos fogos.


2. Use sons ambientes para abafar os barulhos externosMúsica suave, televisão em volume moderado, ventiladores ou ruídos brancos podem ajudar a mascarar os sons repentinos dos fogos e gritos.


3. Deixe o pet escolher onde quer ficarMuitos cães e gatos procuram espontaneamente locais menores e fechados para se sentirem protegidos. O responsável não deve tirar o animal do esconderijo, já que isso pode aumentar a sensação de insegurança. Também é importante deixá-los livres, sem prender na coleira.


4. Mantenha objetos familiares por pertoCobertores, brinquedos e caminhas com o cheiro do próprio animal ajudam a transmitir a sensação de proteção em momentos de estresse.


5. Use produtos específicos para aumentar o confortoAlguns pets se sentem bem com protetores auriculares e feromônios sintéticos (liberados por meio de um difusor elétrico)


6. Evite deixá-lo sozinhoA presença do responsável ajuda a tranquilizar o pet, principalmente nos momentos de maior agitação e comemoração. Não se deve mostrar indiferença ao comportamento de medo, nem punir ou forçar contato. Apenas se mantenha perto. Se ele quiser interagir, desvie o foco e brinque, para que o barulho seja associado a uma atividade divertida


7. Reforce a segurança da casa para evitar fugasÉ importante verificar portões, telas, portas e janelas antes dos jogos. 

Em casos de medo intenso, o acompanhamento veterinário é fundamental. Alguns animais podem precisar de treinamento comportamental para adaptação gradual a sons ou até medicações específicas para controle da ansiedade. “O uso de calmantes nunca deve ser feito sem orientação profissional. Alguns medicamentos podem causar efeitos adversos importantes e mascarar o sofrimento sem realmente reduzir o medo”, alerta Cintia Ghorayeb.


 
 
 

Comentários


Últimas Notícias

bottom of page