Tratamento da síndrome do piriforme
- 23 de jan. de 2020
- 3 min de leitura
O que você precisa saber sobre a doença

A síndrome do piriforme é uma doença que causa dor ciática aos indivíduos acometidos. Sendo impossível premeditar o seu aparecimento, essa é uma condição que pode ser limitante a depender do nível dessa condição.
Trata-se de uma condição neuromuscular que envolve o músculo piriforme – que fica na parte mais interna das nádegas – e nervo ciático. Ademais, está é uma síndrome de complexo diagnóstico, afinal de contas, inúmeras condições podem ocasionar a compressão do nervo ciático.
Dessa forma, reunimos aqui informações valiosas sobre essa condição e o seu tratamento. Ficou curioso? Basta continuar lendo!
Afinal o que causa e como diagnosticar essa síndrome
A síndrome é caracterizada pela compressão do nervo ciático pelo músculo piriforme que pode se dar por inúmeros motivos.
Anatomicamente, o nervo ciático passa entre dois músculos, superiormente tem-se o músculo piriforme e abaixo o obturador interno realizando os movimentos de rotação, extensão e abdução do quadril. O primeiro está localizado entre o sacro (base da coluna vertebral) e a cabeça superior do fêmur, sendo uma estrutura relativamente pequena.
O problema acontece quando há a hipertrofia do piriforme, fazendo com que, ao ser contraído, o mesmo comprime o nervo ciático resultando na tão conhecida dor. Basta tossir ou espirrar, por exemplo para que esse músculo contraia involuntariamente, o que causa pontadas de dor.
Mas não é só a hipertrofia do músculo que causa isso, traumas e anomalias anatômicas também contribuem para o desenvolvimento da síndrome. Dentre as anomalias, na mais comum, o nervo passa por dentro do músculo, contudo, ainda não se tem evidência concreta que liguem as duas condições.
Grupos de risco seriam atletas e indivíduos que se exercitam com ênfase nos músculos inferiores. Corredores e ciclistas têm uma maior probabilidade de lidar com essa condição, por exemplo.
Como diagnosticar a síndrome
O diagnóstico se dá principalmente pela avaliação do médico e a procura pelos seguintes sintomas:
Dor que pode ser descrita como uma pontada aguda;
Queimação e/ou formigamento do glúteo ou atrás da coxa;
Piora da dor em determinadas posições como pernas cruzadas;
Mancar;
Fraqueza ou dormência nas nádegas e/ou pernas.
Também é comum que essa doença se apresente durante a gravidez. O peso extra do feto pode ser um fator crucial na compressão do músculo.
Durante a visita ao médico, ele(a) pedirá para que o paciente realize alguns movimentos a fim de chegar mais próximo ao diagnóstico correto. Isso porque, como falamos acima, algumas posições de pernas fazem com que o piriforme contraia, logo resultando em dor.
Outra forma de realizar o diagnóstico é através de ressonância magnética e outros exames de imagem, contudo, nem sempre é necessário avançar para esses meios e a entrevista é o suficiente.
Como funciona o tratamento da síndrome do piriforme
Uma vez que o diagnóstico correto tenha sido feito, é hora de tratar a síndrome do piriforme. O curso de tratamento envolve exercícios de alongamento, massagem profunda e medicamentos em combinação ou isoladamente.
Caso a dor seja derivada de traumas, é indicado que o indivíduo realize uma massagem profunda utilizando uma bola de tênis ou de ping-pong. Utilizando o peso do próprio corpo, o indivíduo deve sentar-se sobre a bola e movê-la para frente e para trás. Pode ser doloroso no começo, mas à medida que o inchaço cede, a dor diminui.
Exercícios específicos de alongamento também ajudam a diminuir a tensão muscular (causada por trauma ou em decorrência de exercícios), logo alivia a pressão imposta sobre o nervo ciático e também os sintomas.
Em casos mais graves onde a dor é realmente muito intensa e limitante, também pode-se aplicar uma injeção de anti-inflamatórios corticoides a fim de diminuir o inchaço.
A cirurgia também é uma opção, mas muito pouco utilizada. Isso porque as estruturas envolvidas nesse processo são muito profundas, sendo um tratamento demasiadamente traumático.
A grande maioria dos casos são solucionados com massagem, alongamento e o uso prescrito de anti-inflamatórios não esteroidais como paracetamol por exemplo.







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