Presos libertam último refém e encerram rebelião
- 5 de jul. de 2018
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Cinco agentes carcerários foram mantidos reféns

A rebelião na Casa de Custódia de Curitiba foi encerrada na manhã desta quinta-feira com a libertação do último refém. O motim começou no fim da tarde de domingo (1º) e foi a mais longa dos últimos dez anos, de acordo com o Sindicato dos Agentes Penitenciários (Sindarspen).
No início, cinco agentes penitenciários foram feitos reféns. Um deles foi liberado ainda na noite de domingo após sofrer uma queda e ferimentos. Outros três saíram na tarde de quarta (4), após passar por momentos de terror, conforme vídeos divulgados pelos próprios presos.
O último refém foi libertado com o fim da rebelião. Por precaução, ele foi encaminhado para atendimento médico, segundo a polícia. Não há informações sobre presos feridos.
O presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná (Sindarspen), Ricardo Miranda, disse que o quinto refém foi liberado com segurança. Segundo ele, os presos que participaram do tumulto serão encaminhados direto para a delegacia para serem indiciados por cárcere privado, tortura, e destruição do patrimônio.
Dos 600 presos que estão lotados no local, 172 estão participaram da rebelião. Eles concentraram o tumulto em uma das três galerias da unidade prisional e exigiram a transferência de alguns presos que estão detidos no interior para a Casa de Custódia porque estariam sendo ameaçados por facções rivais.
Com relação ao pedido sobre as transferências, ficou garantido, segundo a Secretaria de Segurança, mas ainda não tem data para que isso aconteça.
Com relação aos celulares que ingressaram no presídio, o Depen informou que vai abrir um procedimento interno para apurar a entrada dos aparelhos na unidade penitenciária.







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