top of page

155 alunos da rede estadual participam de batizado e troca de cordas de projeto de capoeira

há 3 horas
3 min de leitura

21/10/2026


Cento e cinquenta e cinco estudantes de três colégios da rede estadual de ensino participam, nesta quinta-feira (22), do tradicional Batizado e Troca de Cordas do Projeto Capoeira e Cidadania. Realizada na Cidade Industrial de Curitiba (CIC), a cerimônia celebra o encerramento de mais uma etapa de aprendizado, desenvolvimento socioemocional e valorização cultural vivenciada pelos alunos ao longo do ano letivo.


A cerimônia reunirá 60 estudantes do Colégio Estadual Teotônio Vilela, na CIC; 50 alunos da Escola Estadual Monsenhor Ivo Zanlorenzi, localizada no Campo Comprido; e 45 do Colégio Estadual Professora Edithe, de Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba. Além deles, o evento reúne jovens da comunidade e de entidades parceiras, somando cerca de 300 participantes ativos.


Promovida pela Associação Volvo há duas décadas e viabilizada por meio da Lei Federal de Incentivo, a iniciativa atua há mais de dez anos em cooperação direta com unidades escolares públicas. O projeto tem a capoeira como ferramenta pedagógica complementar no contraturno, auxiliando no combate à evasão escolar, no fortalecimento da autoestima e no desenvolvimento integral dos jovens.


Para o secretário de Estado da Educação, Roni Miranda, o fortalecimento do contraturno com atividades culturais e esportivas é essencial para o bem-estar dos alunos. “As escolas estaduais abrem espaço para projetos que somem à rotina dos nossos alunos. Parcerias como essa mostram a força da união entre educação, comunidade e responsabilidade social. A capoeira resgata a nossa história, ensina valores de respeito e cooperação e mantém os estudantes engajados, motivados e mais próximos do ambiente escolar”, disse.


Segundo a assessora de Responsabilidade Social da Associação Volvo, Marli Bonatti, a parceria contínua com as escolas públicas potencializa os impactos sociais da iniciativa na vida dos adolescentes e de suas famílias. “A parceria com as escolas públicas amplia o alcance do projeto e permite que a iniciativa esteja presente no cotidiano dos estudantes”, afirmou Marli.

“Mais do que ensinar movimentos ou formar atletas, buscamos utilizar a capoeira no desenvolvimento humano. Em cada aula, são vivenciados valores como disciplina, respeito, cooperação e cidadania, estimulando a permanência na escola e incentivando o aluno a ser o protagonista da sua história”, acrescentou.


DESENVOLVIMENTO MOTOR E CONVIVÊNCIA - Além de valorizar a ancestralidade afro-brasileira e a capoeira (reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade), as aulas semanais trabalham coordenação motora, ritmo e equilíbrio, auxiliando também na superação da timidez e na melhoria da convivência em sala de aula.


De acordo com o coordenador técnico do projeto, Jorge Luiz de Freitas, conhecido como Mestre Piriquito, a atividade no contraturno proporciona mudanças no desenvolvimento dos alunos. “A capoeira trabalha coordenação motora, equilíbrio, ritmo e consciência corporal, mas também exige atenção, concentração, disciplina, respeito e cooperação”.


Ele destaca, também, que a atividade pode ajudar os jovens na superação de desafios pessoais. “Uma criança que inicialmente tem dificuldade para participar de uma atividade em grupo pode, aos poucos, desenvolver mais segurança e confiança. Um aluno mais tímido pode encontrar na música, no movimento e na roda de capoeira uma forma de se expressar”, exemplifica.


A atividade inserida no cotidiano já resulta em uma mudança de postura dos jovens, celebrada pela equipe pedagógica. A diretora do Colégio Estadual Teotônio Vilela, Joelma Jukoski, afirma que a iniciativa se consolidou como uma forte aliada da escola no contraturno. “Os alunos são apaixonados pelo projeto, têm um respeito enorme pelos professores e cumprem cada atividade com dedicação”, disse. “Já recebemos relatos de famílias sobre estudantes que mudaram completamente em casa, tornando-se mais organizados e participativos. Ver a evolução deles é motivo de muito orgulho para todos nós”.


INTEGRAÇÃO E TRADIÇÃO - O batizado desta quinta-feira reunirá mestres, contramestres, professores e instrutores de diferentes estados brasileiros e municípios paranaenses, promovendo uma grande integração comunitária em torno da arte-luta. A solenidade marca o rito de passagem com a entrega da primeira corda aos iniciantes e a mudança de graduação para os alunos veteranos, simbolizando o esforço individual e coletivo dos estudantes dentro e fora da sala de aula.

 

 

Foto: Fundação Volvo


 
 
 

Comentários


Últimas Notícias

bottom of page