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Jogador do Paraná alvo racismo diz que sofreu com xingamentos

19/11/2019

Eduardo Bauermann recebeu xingamentos e gestos de macaco durante o jogo

 

 

Um gesto e uma palavra impactaram mais do que as centenas de xingamentos que o zagueiro Eduardo Bauermann escutou na noite da última sexta-feira, no 1 a 0 do Atlético-GO sobre o Paraná, pela 36ª rodada da Série B do Brasileiro.

 

Quando um torcedor fez gestos e o chamou de macaco, ele conta que não soube como reagir, se fugia para o vestiário ou partia para cima do agressor. Fez o mais correto: chamou a polícia, que prendeu o torcedor.

 

A suspeita de injúria racial ocorreu, conta Eduardo Bauermann, quando o goleiro do Paraná defendeu uma cobrança de pênalti do Atlético-GO. Os jogadores tricolores comemoraram, enquanto os torcedores próximos ao gol passaram a xingar eles.

 

“Estávamos aquecendo atrás do gol e foi bem na hora do pênalti. Então comemoramos a defesa, e os torcedores vieram nos xingar. Como estamos acostumados de ouvir de tudo, a gente nem dá bola. Mas quando o cara gritou macaco, eu olhei pra ver se era isso mesmo”.

 

O jogador viu o torcedor fazer os gestos e depois fugir para o meio da torcida. Decidiu procurar representantes da partida para que fossem tomadas decisões. Sem a presença da polícia, ele conta que avisou os responsáveis pelo doping, que, por sua vez, acionaram os policiais. O torcedor foi preso ainda dentro do estádio.

 

“Na hora passa uma mistura de sentimentos. De tristeza e de raiva. Passa muita coisa na cabeça. De uma vontade de correr para o vestiário e também pular aquela cerca para resolver ali. É uma mistura de coisas e muita tristeza. Pensei que foi fosse fácil lidar com isso, mas quando é com a gente, vemos que não é fácil”, completou Bauermann.

 

O torcedor foi autuado pelo crime de injúria racial, previsto no Artigo 140 do Código Penal. A pena, em caso de condenação, é de até 3 anos. A polícia estipulou fiança no valor de R$ 3 mil.

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