Trabalhadores da Renault rejeitam proposta e decidem manter greve

16/05/2022


A paralisação teve início na sexta-feira (6)



Os metalúrgicos da Renault, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), rejeitaram, na manhã desta segunda-feira (16), a proposta apresentada pela montadora e decidiram permanecer em greve. A categoria pede melhores condições de trabalho e protesta contra as demissões dos últimos dois anos. A paralisação teve início na sexta-feira (6).

De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba, a proposta rejeitada consistia em:

PPR Revisão do referencial de produção:

Valor da primeira parcela de R$ 13.750,00. Pagamento do valor de R$ 6.019,38 (em maio), complemento da 1ª parcela, desde que a proposta seja aprovada em 16/05

Vale-mercado + 29%:

R$ 850,00 por mês a partir de junho/22, representando uma antecipação do reajuste

Data-base:

Reposição da inflação (INPC) para 2022 e 2023

Tabela salarial:

Manutenção e Qualidade:

Adequação dos cargos de técnico de manutenção e qualidade para MOD com aplicação da tabela salarial vigente para esta categoria

A paralisação na linha de produção da Renault é motivada, principalmente, pela Participação nos Lucros e Resultados (PLR-2022/23), afetada pelos ajustes da montadora nas bases do acordo de flexibilidade e competitividade firmado em 2020. Segundo o sindicato, o objetivo é rever essa questão em conjunto com a montadora.

A Renault, em São José dos Pinhais, emprega cerca de 5 mil trabalhadores que produzem os modelos Duster, Captour, Kwid, Sandero, Logan, Oroch e Master. A unidade brasileira ainda conta com uma fábrica de motores.

O que diz a Renault

No início da greve, por meio de nota, a Renault do Brasil informou que “o Acordo Coletivo de Trabalho, aprovado em assembleia promovida pelo Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba, em 11 de agosto de 2020, tem duração de quatro anos, com vigência de setembro de 2020 a agosto de 2024. A nota destaca que a Renault tem cumprido com o acordo coletivo, em sua totalidade, e está aberta ao diálogo. No dia 3 de maio a empresa propôs um calendário de reuniões com o Sindicato, com início previsto em 9 de maio”.

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