Resumo da Semana – Poucas mudanças nos mercados

18/10/2021


Por Cristian Rafael Pelliza (*)



Após algumas semanas bastante agitadas em setembro, os mercados iniciaram outubro menos voláteis, ainda assimilando muitas os eventos negativos anteriores. Nessa semana poucos indicadores novos foram publicados no Brasil, sendo o mais relevante o IBC-Br, que é uma estimativa do nosso produto mensal, que mostrou uma queda no nível de atividade no Brasil em agosto, de -0.15% em relação a julho. O resultado reflete em grande parte as incertezas associadas ao nosso cenário macroeconômico.


No noticiário internacional, a publicação dos dados da inflação americana em setembro não fugiu de maneira geral da expectativa dos mercados. O ponto de destaque da semana foi a ata da última reunião do comitê de política monetária americano (FOMC) em que ficou evidente a predileção pela maioria dos membros por uma redução de estímulos iniciando ainda nesse ano, em novembro ou dezembro, com uma queda de 10 bilhões de dólares mensais na compra de títulos públicos e 5 bilhões em títulos imobiliários.


Na Alemanha a preocupação inflacionária voltou às manchetes com uma alta expressiva nos preços do atacado, que podem repercutir em pressões sobre preços ao consumidor. Na China, a inflação aos produtores atingiu um anualizado de 10,7% destacando como os custos ainda geram pressões sobre a indústria e a produção a nível global. Nesse sentido, destaca-se como as crises energéticas têm tido efeito nocivo sobre as economias mundiais. No caso europeu, as pressões iniciaram-se sobre o abastecimento de gás natural e no caso chinês com o carvão. No entanto, essas pressões associadas a uma política de contenção da oferta pelos países exportadores de petróleo têm empurrado o preço dos combustíveis e, consequentemente, componentes importantes dos índices de preços para cima.


Para semana que vem os indicadores mais relevantes serão o PIB do terceiro trimestre e a produção industrial na China, alguns indicadores de atividade (indústria e varejo) nos Estados Unidos e o índice de preços ao consumidor na Zona do Euro.


(*) Cristian Rafael Pelizza é mestre e doutor em Economia Aplicada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), graduado em Economia pela Unochapecó e atualmente é economista e Head das áreas de Renda Fixa e Fundos de Investimento na Nippur Finance. Ele é professor de economia, com ênfase em Econometria, Microeconomia e Mercado Financeiro na Unochapecó.


Saiba mais acesse: [https://www.nippur.com.br/].



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