Quatro dicas para um programa de saúde do trabalhador dentro da empresa

23/09/2021


Proporcionar qualidade de vida no trabalho tem sido um dos grandes desafios do mercado corporativo. Saiba como fazer



Estruturar um programa de saúde dentro de uma empresa tem sido uma estratégia cada vez mais utilizada nas organizações como forma de promover o bem estar no ambiente corporativo. Estudo da Organização Mundial de Saúde (OMS) mostra que os programas estruturados, que contemplam até ambulatórios dentro da empresa,  reduzem até 30% nos custos médicos e nas taxas de absenteísmo. 


Na AsQ, empresa nacional de gestão para o setor de saúde privada, com sede em Florianópolis, a implantação de uma clínica de Atenção Primária à Saúde (APS), faz parte do programa  de Saúde e Qualidade de vida do Colaborador. Nela, os  colaboradores recebem todos os atendimentos primários por médicos e enfermeiros de saúde da família.  


 “Nós fomos motivamos a estruturar um programa específico com o olhar para o colaborador. Primeiramente porque estudamos muito sobre saúde e percebemos que uma pessoa saudável vive melhor e gera benefícios para a empresa. Todas as nossas ações, mesmo as de clima, tem a saúde como ponto de partida”, explica Cláudia Conserva, diretora de Gente e Gestão.


Além de investir na assistência à saúde pelas clínicas de APS,  é possível oferecer para os colaboradores um programa com ações que podem complementar o tratamento médico, como: ginástica laboral, yoga, rodas de conversa e programas de alimentação saudável.


 “A saúde do trabalhador tem que estar no contexto das decisões estratégicas das organizações, ela não deve ser mais vista como um tema dissociado.”, diz Gizelli Nader, professora do curso de Saúde e Qualidade de Vida do Colaborador da AsQ Mind, escola de atualização profissional para quem atua no setor. 


São quatro os principais passos para implementar um programa de saúde do colaborador dentro da empresa. Saiba mais:



1 - Diagnóstico 

A primeira etapa é focada no diagnóstico preciso. Ele será fundamental para garantir adesão e bons resultados ao programa. Para isso é primordial contemplar a participação e o envolvimento do colaborador. “O foco sempre será a saúde e qualidade de vida do colaborador, para isso o setor de gestão de pessoas deve estar envolvido nesse processo para a realização de uma pesquisa direta com os funcionários. Nessa fase, é preciso entender dificuldades e necessidades que precisam ser sanadas”, diz. 


2 – Elaboração do programa 

Na segunda etapa é necessário contextualizar, definir objetivos, as regras de participação, a população que pode participar do programa, as ações que serão contempladas, o modelo de avaliação adotado e qual será a comunicação utilizada para sensibilizar os colaboradores. 


“É importante lembrar que o modelo de avaliação precisa ser seguido,  porque os programas de saúde são questionados dentro e fora das organizações, mesmo com os resultados positivos que eles geram”. 


3 – Definir o cronograma 

Após definir o plano de ação, depois de escutar a opinião dos colaboradores e dos líderes da empresa, é o momento de definir o cronograma de implantação do programa.

“Aqui mais uma vez é importante ressaltar a importância da participação dos colaboradores e dos líderes na definição da programação: por onde começar, como fazer e quais as etapas seguir. Sem dúvida essa participação em conjunto do colaborador e do líder é um grande indicativo para o sucesso do programa”. 


4 – Avaliação 
É essencial ter um marco do programa. Definir a partir de quando vai começar e saber como era o perfil antes do programa. 

“Muitas vezes as empresas colocam metas para o final do programa, mas sem saber como era o perfil atual da implantação. Por isso é preciso seguir a metodologia de avaliação e incorporar tudo isso em um processo de qualidade contínua”, finaliza a professora. 

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