Covid-19: Brasil registra 1º caso da variante indiana

20/05/2021


Variante foi detectada em um tripulante indiano de 54 anos que estava a bordo do navio MV Shandong da Zhi, no Maranhão



O estado do Maranhão registrou o primeiro caso da variante indiana do coronavírus no estado.


A informação foi confirmada por Carlos Lula, secretário de Saúde estadual do Maranhão e presidente do Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde), na manhã desta quinta-feira, dia 20.


A variante foi encontrada em um tripulante indiano, de 54 anos, que estava a bordo do navio MV Shandong da Zhi, atracado no litoral do Maranhão.


De acordo com o secretário, foi possível fazer o estudo genômico de 6 das 15 amostras estudadas. Em todas as 6 amostras foram confirmadas a cepa indiana.


Por conta disso, a tripulação do navio se encontra isolada, não tem permissão para atracar na costa do Maranhão e continuará fundeado.


Conforme o secretário, 100 pessoas que tiveram contato com esses tripulantes serão testadas, acompanhadas e isoladas.


Este é o primeiro caso da cepa indiana no Brasil. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) a variante está sendo classificada como um tipo digno de preocupação global.


A OMS disse que a linhagem predominante da B.1.617 foi identificada primeiramente na Índia em dezembro, embora uma versão anterior tenha sido detectada em outubro de 2020.


No último domingo, dia 16, o governo do estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES) informou que um homem de nacionalidade indiana foi internado em um hospital da rede privada de São Luís com sintomas do novo coronavírus (Covid-19).


Segundo a SES, o fato foi informado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Ele começou a sentir os sintomas da doença em 4 de maio e teve febre. Por conta do quadro, o indiano foi encaminhado em um helicóptero para um hospital da rede privada na última sexta-feira (13), por determinação da equipe médica que o assistia.


No último dia 14, o governo federal proibiu a entrada de estrangeiros em voos com origem na Índia, conforme edição extra do Diário Oficial da União. A decisão atende recomendação feita pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) devido aos sucessivos recordes de casos e mortes no país.


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