Bens de famosas marcas paranaenses falidas vão a leilão

Patrimônio da Tip Top, Indústrias Trevo e Vidraçaria Cometa podem render R$ 40 milhões



Imóveis e bens pertencentes à massa falida de tradicionais empresas paranaenses vão a leilão nas próximas semanas. Imóveis rurais, urbanos, terrenos e até um veículo de luxo serão leiloados sob o comando do leiloeiro público oficial Helcio Kronberg. Se arrematados, os bens podem recuperar mais de R$ 40 milhões, dinheiro que será usado para pagar credores, principalmente ex-funcionários das empresas.


No dia 22 de abril, a partir das 10h no site do leiloeiro, o último bem da massa falida da Vidraçaria Cometa vai a leilão depois de mais 20 anos de espera. O valor a ser arrecadado, com lance inicial estimado em R$ 18,5 milhões, servirá para quitar as dívidas de vários credores. Localizado no Jardim Botânico (Avenida Dário Lopes dos Santos, 198), o imóvel tem uma área de terreno de 14.756,75 m² e área construída de 4.190 m².


Também no dia 22 haverá o leilão de um Porshe Cayenne S, pertencente à massa falida Flexo Tech Industrial, antiga empresa especializada na fabricação de máquinas e equipamentos para indústria flexográfica. O veículo vai a leilão com lance inicial de R$ 38 mil. De acordo com o edital, o carro está em bom estado de conservação.


No dia 19 de maio é a vez do leilão de uma área de terreno de 4.750 mil m², no bairro Boqueirão, em Curitiba, pertencente à Tip Top Alimentos. A empresa surgiu em 1970 como fábrica de biscoitos de polvilho e mais tarde se tornou a principal concorrente da multinacional Elma Chips no Brasil. Em 1993, a Tip Top teve falência decretada. O terreno tem lance inicial de R$ 3.365 milhões.


Também no dia 19 de maio um leilão pode colocar fim à novela da indústria de pisos Trevo, de Curitiba, um processo que se estende há 13 anos. A empresa entrou em falência em 2007, com inúmeros processos trabalhistas executados e débitos com credores. O leilão oferece uma área de tamanho impressionante: 250 mil hectares – ou 2.500 quilômetros quadrados, maior do que a cidade de São Paulo. As áreas estão divididas em alguns lotes nos municípios do Pará – Gurupá, Anajás, Breves, Portel e Afuá, na Ilha de Marajó. O lance inicial é de R$ 2 milhões.


"São grandes empresas paranaenses, que tiveram suas falências decretadas. Os recursos obtidos com a venda serão utilizados para quitar dívidas com funcionários e outros credores", informa Helcio Kronberg, leiloeiro público oficial responsável pelos pregões.


A lista completa de bens e lotes a serem leiloados pode ser acessada pelo site www.hkleiloes.com.br. Para participar, os interessados precisam se cadastrar no site com pelo menos dois dias de antecedência. Os pagamentos poderão ser parcelados em até 30 meses.

20 de outubro de 2020

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