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Doleiro diz ter pago propina a procurador da Lava Jato

01/12/2019

Acusações foram reveladas através de grampos feitos pela PF

 

 

Gravações de interceptações telefônicas feitas pela Polícia Federal revelam o doleiro Dario Messer afirmando em mensagens trocadas com sua namorada, Myra Athayde, que pagou propinas mensais ao procurador da República Januário Paludo, integrante da força-tarefa da Lava Jato do Paraná, segundo reportagem publicada hoje pelo Uol. De acordo com as informações do Portal, os pagamentos teriam sido feitos por Messer, conhecido como “doleiro dos doleiros” em troca de proteção em investigações sobre suas atividades ilegais.

 

Os diálogos de Messer sobre a suposta propina a Paludo teriam ocorrido em agosto de 2018. Segundo a reportagem, eles teriam sido obtidos pela PF do Rio de Janeiro durante nas investigações da operação Patrón da Lava Jato do Rio. A PF teria produzido um relatório sobre o conteúdo das mensagens em outubro, e pedindo providências diante da gravidade do caso.

 

Procurada pelo Uol, a Lava Jato do Rio afirmou que encaminhou o relatório à Procuradoria-Geral da República (PGR). A força-tarefa da Lava jato de Curitiba afirmou que Paludo preferiu não se pronunciar.

 

Segundo a reportagem, nos diálogos obtidos pela PF, Messer fala a Myra sobre o andamento dos processos que responde, afirmando uma das testemunhas de acusação contra ele teria uma reunião com o procurador da Lava Jato. "Sendo que esse Paludo é destinatário de pelo menos parte da propina paga pelos meninos todo mês”, afirma o doleiro.

 

Segundo a PF, os "meninos" citados por Messer são Claudio Fernando Barbosa de Souza, o Tony, e Vinicius Claret Vieira Barreto, o Juca. Ambos trabalharam com Messer em operações de lavagem de dinheiro investigadas pela Lava Jato do Rio. Depois que foram presos, viraram delatores.

 

Em depoimentos de 2018 à Lava Jato no Ministério Público Federal do Rio de Janeiro (MPF/RJ), Juca e Tony teriam afirmado que pagaram US$ 50 mil (cerca de R$ 200 mil) por mês ao advogado Antonio Figueiredo Basto em troca de proteção a Messer na PF e no Ministério Público.

 

Ao Uol, Basto, que já teria advogado para o doleiro, afirmou que já negou diversas vezes ter intermediado qualquer pagamento a autoridades em troca da proteção de Messer. "Isso nunca existiu", disse. "Desafio a qualquer um provar isso. Abro meu sigilo bancário e telefônico, abro o sigilo de minha família. Não provarão pois nunca existiu”, assegurou.

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