Integrantes da vigília Lula Livre deixam Curitiba após 580 dias | Destaques | Jornale | Curitiba

Integrantes da vigília Lula Livre deixam Curitiba após 580 dias

09/11/2019

Grupo esteve próximo à Polícia Federal durante todo o período da prisão

 

 

Depois de 580 dias acampados em um terreno da esquina em frente à Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, os integrantes da “Vigília Lula Livre” se despediam em clima de festa na manhã desta sexta-feira (8). Durante os quase dois anos, revezaram-se integrantes da CUT, do MST e do PT no acampamento, para marcar a posição política dos grupos contra a prisão do ex-presidente Lula.

 

“Nosso objetivo sempre foi de denunciar o sequestro político do ex-presidente e também que ele sentisse a nossa presença. De que ele não estava sozinho. Por isso organizamos os horários do bom dia, boa tarde e boa noite presidente, para que ele nos ouvisse”, conta Roberto Baggio, dirigente do MST e também coordenador da vigília.

 

Baggio destaca que foi uma experiência de organização popular com um objetivo político. Segundo ele, não havia reivindicações salariais ou de benefícios, apenas de posição política. “O mais notável é que foi em um centro urbano. Durante os 580 dias sem nenhum incidente, de convivência pacífica com a vizinhança”, completa.

 

A convivência nem sempre foi pacífica, como no episódio em que o delegado da Polícia Federal Gastão Schefer, vizinho do prédio, quebrou as caixas de som, dos ocupantes da vigília e reclamou que a presença dos manifestantes acabou com a sua rotina doméstica. “Muito barulho. Minha filha recém nascida tinha problemas para dormir e eu tinha dificuldades para entrar e sair de casa”, conta o delegado.

 

Os integrantes da vigília já se preparam para retomar as atividades antes destes quase dois anos. É o caso de Elias Rodrigues, de 62 anos, que vendia botons em frente ao acampamento e morador de São Bernardo do Campo. “Não tenho fins lucrativos, meu objetivo foi arrecadar recursos para a vigília. Sou vendedor de profissão. A partir de amanhã devo ir para o Norte do Paraná”, conta Elias.

 

A filha de Lula, Lurian Cordeiro Lula da Silva, estava na manhã desta sexta visitando a vigília. Ela tirou fotos com os manifestantes, mas evitou falar com a imprensa. “Vamos esperar mais informações”, disse.

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