Deltan diz que todos os Poderes estão contra o combate à corrupção | Notícias do Brasil e do Mundo Hoje | Curitiba | Jornale

Deltan diz que todos os Poderes estão contra o combate à corrupção

25/08/2019

Procurador negou irregularidades na conduta da força-tarefa

 

 

O procurador Deltan Dellagnol, coordenador da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, afirmou que o combate à corrupção no país está sob ataque por parte dos três poderes da República. Em entrevista à Gazeta do Povo na última quinta-feira (20), ele disse que a Lava Jato e todos os mecanismos anticorrupção do Brasil estão ameaçados por ações do Congresso, do STF e do governo Bolsonaro.

 

“A gente vê um movimento amplo [de enfraquecimento do combate à corrupção]. Não é um movimento restrito, não é uma pessoa ou duas. A gente vê um movimento que engloba o Legislativo, o Executivo e o Judiciário”, disse Deltan.

 

O procurador acredita que o vazamento de mensagens da força-tarefa faz parte desta estratégia de enfraquecimento e que cabe à sociedade civil se manifestar “para que as mudanças positivas aconteçam e não os retrocessos”.

 

As mensagens obtidas pelo Intercept e divulgadas até este momento pelo site e por outros órgãos de imprensa, como a Folha de S.Paulo, expuseram a proximidade entre Sergio Moro e os procuradores da Lava Jato e colocaram em dúvida a imparcialidade do juiz e atual ministro da Justiça no julgamento dos processos da operação.

 

Na entrevista, Deltan nega que haja irregularidades na conduta da força-tarefa e do ex-juiz. Ele defendeu a postura e o trabalho de Moro em diversos momentos ao longo da entrevista, embora continue a negar a autenticidade das mensagens.

 

Quando as primeiras mensagens vieram à tona, em 9 de junho, o Intercept informou que obteve o material de uma fonte anônima, que pediu sigilo. O procurador afirmou que a divulgação fora de contexto e possivelmente editada das mensagens gera desinformação e se configuram como ofensivas ao combate à corrupção.

 

O pacote inclui mensagens privadas e de grupos da força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba, no aplicativo Telegram, a partir de 2015. No caso de Deltan, as mensagens trocadas pelo Telegram indicam que o procurador incentivou colegas em Brasília e Curitiba a investigar os ministros do STF Dias Toffoli e Gilmar Mendes sigilosamente.

 

A legislação brasileira não permite que procuradores de primeira instância, como é o caso dos integrantes da força-tarefa, façam apurações sobre ministros de tribunais superiores.

 

Conforme revelou a Folha de S.Paulo, em parceria com o Intercept, Deltan também montou um plano de negócios de eventos e palestras para lucrar com a fama e contatos obtidos durante a Lava Jato. Deltan fez uma palestra remunerada para uma empresa que havia sido citada em um acordo de delação.

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