Deltan reconhece que procuradores cogitaram pedir suspeição de Gilmar | Notícias do Brasil e do Mundo Hoje | Curitiba | Jornale

Deltan reconhece que procuradores cogitaram pedir suspeição de Gilmar

10/08/2019

Uma série de medidas foram cogitadas relativas a decisões do ministro

 

 

O coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato no Paraná, Deltan Dallagnol, disse em entrevista à revista Época, publicada nesta sexta-feira (9), que os procuradores da Lava Jato cogitaram encaminhar um pedido de suspeição de Gilmar Mendes, ministro do STF.

 

Segundo ele, uma série de medidas foram cogitadas relativas a decisões do ministro. “Cogitamos recursos que sugerimos para a PGR (Procuradoria-Geral da República), cogitamos encaminhar pedido de suspeição de Gilmar Mendes, estudamos se os atos dele configurariam, para além de atos sob suspeição, infrações político-administrativas”, disse o coordenador, na entrevista.

 

A declaração ocorre na semana em que reportagens indicam que procuradores da Lava Jato agiram para tentar incriminar Gilmar Mendes.

 

Na quarta-feira (7), o UOL mostrou que Dallagnol usou a Rede Sustentabilidade como uma espécie de laranja para propor uma ação no STF contra Gilmar.

 

Um dia antes, diálogos revelados pelo El País indicaram que o procurador cogitou a possibilidade de acionar até a Suíça para buscar provas contra o ministro do Supremo. Os dois veículos firmaram parceria com o site The Intercept Brasil, que obteve de uma fonte anônima uma série de diálogos dos procuradores da Lava Jato.

 

Na entrevista à Época, Dallagnol admite que os procuradores também conversaram sobre a possibilidade de solicitar o impeachment de Gilmar, mas que o ato não foi oficializado.

 

“Se tivéssemos entendido que era o caso de fazer isso, teríamos encaminhado uma representação pelo impeachment. Como é público, não fizemos. Nós encaminhamos, sim, como é público, uma representação pela suspeição do ministro Gilmar Mendes. E tudo isso aconteceu sempre de modo legal e legítimo”.

 

Como vem fazendo desde o início das publicações dos diálogos, em 9 de junho, Dallagnol colocou em dúvida a veracidade do conteúdo das mensagens, mas quando pressionado pelo jornalista de que esse seria um conteúdo que ele deveria se lembrar, Dallagnol respondeu: “É possível que tenhamos conversado isso em nosso grupo de mensagens. Mas, de novo: nada de errado, nada de ilícito”.

 

Nos diálogos divulgados na última terça-feira pelo site do jornal El País, em conjunto com o The Intercept Brasil, mostram que os procuradores da Lava Jato se mobilizaram para buscar ligações entre o ex-diretor da Dersa Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, tido como o operador financeiro do PSDB, e o ministro Gilmar Mendes.

 

Dallagnol teria dito nas mensagens que havia um boato em São Paulo que parte do dinheiro de Preto mantido em contas na Suíça seria de Gilmar.

Compartilhe no Facebook
Compartilhe no Twitter
Please reload

Destaques JORNALE
Please reload

Site de Notícias de Curitiba / Paraná

Jornale: edson@jornale.com.br

              redacao@jornale.com.br

WhatsApp: (41) 8713-4418

Correio Paranaense / Jornal do Ônibus

comercial@jornaldoonibusdecuritiba.com.br

Tel. 41 3263-2002

Editorias

Editais

Siga Jornale

  • Pinterest