Museu do Diamante guarda a história e a memória do norte de Minas | Notícias | Curitiba | Jornale

Museu do Diamante guarda a história e a memória do norte de Minas

21/07/2019

Cidade onde nasceu o ex-presidente Juscelino Kubitschek guarda modelo de referência da arquitetura do século XVIII

Para contar a história do museu que tem no nome um símbolo dos apaixonados é preciso conhecer a história de Diamantina (MG). Fica lá o Museu do Diamante, que funciona na casa onde viveu o inconfidente Padre Rolim. A cidade natal de Juscelino Kubitschek tem cerca de 50 mil habitantes e guarda um modelo de referência da arquitetura civil do século XVIII.

 

O imóvel foi tombado em 1950. E virou museu, em 1954, pelas mãos do presidente Getúlio Vargas, a partir de projeto do então deputado Juscelino Kubitschek. “Ele começou a funcionar com um pequeno acervo, que tinha relação com as formas de viver de Diamantina e com a extração aurífera e diamantífera”, afirma Sandra Martins Farias, diretora do museu.

 

Segundo ela, o ciclo do ouro veio antes, mais foi suplantado pelo do diamante, que foi encontrado em maior abundância. Isso explicaria a escolha do nome de Diamantina para a cidade.

 

O museu é administrado pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), autarquia vinculada ao Ministério da Cidadania. A instituição classifica e conserva elementos característicos de jazidas, formações e espécies de diamantes brasileiros. E aborda também seu desenvolvimento e influência na economia do País.

 

O acervo é diversificado e conta com 1.677 peças entre pinturas, esculturas, desenhos, cédulas, moedas, estampas, instrumentos musicais, indumentária, mobiliário, utensílios domésticos e de iluminação. “O nosso museu é histórico e não de mineralogia. O foco dele não são as pedras e nem o minério, são o que a descoberta dessas pedras, a extração dessas pedras trouxe e formou a cidade e a região como um todo”, resume a diretora.

 

A coleção é formada por objetos de estilos e tipologias diversas, que guardam a memória da população de Diamantina. Entre estes objetos podemos encontrar indumentária e imaginária sacra, armaria, um vasto acervo de numismática, e mineralogia.

 

Há ainda instrumentos utilizados no processo de mineração do ouro e diamante, que juntos compõem o um retrato do processo de formação e ocupação do norte de Minas .

 

Diamantina está localizada no início da Estrada Real, antigo caminho colonial por onde passaram o ouro e o diamante, responsáveis pela riqueza da coroa portuguesa. A estrada corta boa parte do estado de Minas e do Rio de Janeiro, terminando na cidade litorânea de Parati.

 

Serviço

Com a entrada gratuita, o museu fica localizado na Rua Direita, 14 – Centro – Diamantina – MG. Funciona de terça a sábado, das 10h às 17h; Domingos e feriados, das 9h às 13h.
Telefone: (38)3531-1382.
Email: museudodiamante@museus.gov.br.

 

Veja mais em http://cultura.gov.br/museu-do-diamante-guarda-a-historia-e-a-memoria-do-norte-de-minas-gerais/

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