Bolsonaro diz que divulgação de dados sobre desmatamento prejudica o Brasil | Notícias | Curitiba | Jornale

Bolsonaro diz que divulgação de dados sobre desmatamento prejudica o Brasil

22/07/2019

Dados do Inpe apontam que o desmatamento na Amazônia aumentou 88%

 

 

O presidente Jair Bolsonaro voltou a criticar neste domingo (21) a divulgação de dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) sobre desmatamento no Brasil. Para Bolsonaro, divulgar dados alarmantes "prejudica" o país.

 

Bolsonaro conversou com a imprensa na chegada a um restaurante, em Brasília, após participar de culto religioso em igreja da cidade, acompanhado da primeira-dama, Michelle Bolsonaro.

 

Na última sexta-feira (19), durante entrevista à imprensa estrangeira, Bolsonaro questionou dados divulgados pelo Inpe sobre o aumento do desmatamento na Amazônia e disse suspeitar que o diretor do órgão está "a serviço de alguma ONG".

 

Neste domingo, o presidente disse que o desmatamento tem que ser combatido e não "fazer campanha contra o Brasil".

 

"A questão ambiental aí fora é na verdade psicose ambiental. Você tem que combater se tiver desmatamento, não é justo aqui dentro fazer campanha contra o Brasil. No mínimo, se o dado for alarmante, ele [Ricardo Magnus Osório Galvão, diretor do Inpe] deveria, em tom de responsabilidade, respeito e patriotismo procurar o chefe imediato, no caso o ministro e dizer: olha ministro, temos uns dados aqui, vamos divulgar, devemos divulgar, o senhor se prepare. Assim que deve ser feito e não de forma rasa como ele faz, que coloca o Brasil em situação complicada. [...] Um dado desse aí, da maneira de divulgar, prejudica a gente", declarou Bolsonaro.

 

De acordo com números divulgados pelo Inpe no início deste mês, o desmatamento na Amazônia Legal brasileira atingiu 920,4 km² em junho, um aumento de 88% em comparação com o mesmo mês no ano passado.

 

O presidente minimizou as críticas feitas ao diretor do órgão. Justificou que os números divulgados lhe pareceram os mesmo do ano passado e que ele ficou achando que "poderiam não estar condizentes com a verdade".

 

"Ele tem mandato, eu não vou falar com ele. Quem vai falar com ele é o Marcos Pontes e, talvez, o Ricardo Salles. O que nós não queremos é uma propaganda negativa para o Brasil. Não queremos fugir da verdade. Aqueles dados pareceram muito com os do ano passado e deram um salto. Então, eu fiquei preocupado com aqueles números, obviamente, mas também fiquei achando que eles poderiam não estar condizentes com a verdade, então, ele vai conversar com esses dois ministros e toca o barco", declarou Bolsonaro.

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