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MON promove exposição do artista plástico Ai Weiwei

04/04/2019

Mostra do artista chinês  será aberta em 2 de maio

 

 

AI WEIWEI RAIZ é a primeira exibição do artista plástico Ai Weiwei no Brasil e também a maior já realizada por ele. Com projeto desenvolvido por Marcello Dantas, também o curador, a mostra chega para apresentar no Sul do País a história deste brilhante artista por meio de seus mais icônicos trabalhos, além de obras inéditas nascidas de uma imersão profunda pelo Brasil e suas tradições. A exposição estará em cartaz a partir das 19 horas de 2 de maio, no Museu Oscar Niemeyer (MON), em Curitiba.

Realizada pelo MON e apresentada pela Copel, a exposição em Curitiba foi viabilizada pelo Governo do Paraná. O Museu Oscar Niemeyer destinou o seu principal espaço expositivo, o “Olho”, para a montagem, o que torna a mostra única.

Essa é a primeira temporada brasileira de exposições da obra de Ai Weiwei, reverenciado como um dos grandes nomes da cena contemporânea mundial, e notório devido ao interesse que demonstra pelas questões sociais e humanas. A exposição apresentada no MON reunirá mais de 40 obras e 15 vídeos.

“O MON nos traz um dos maiores e mais profícuos artistas da atualidade. Com suas obras, Ai Weiwei nos fala de temas atuais, com abordagens contundentes. A exposição nos apresenta o artista contemporâneo e desafiador e o MON cumpre com excelência o papel de provocar os pensamentos, de forma múltipla”, afirma o secretário estadual da Comunicação Social e Cultura, Hudson José.

A diretora-presidente do Museu, Juliana Vosnika, diz que a arte inspiradora de Ai Weiwei reflete a complexidade da vida do artista. “O fato de acontecer no espaço do Olho do MON, local mais fotogênico de Curitiba, torna a exposição única e ainda mais grandiosa”, afirma Juliana.

“A Copel é a maior apoiadora da cultura no Paraná. É com grande alegria que fazemos parte da maior mostra de Ai Weiwei”, diz o presidente da Copel, Daniel Pimentel Slaviero.

AI WEIWEI RAIZ - Um dos principais nomes da cena contemporânea mundial, Ai Weiwei deixou seu país de origem em 2015 e se destaca no cenário internacional pelo interesse que demonstra pelas questões sociais e humanas, como a crise global de refugiados e a luta pela liberdade de expressão.

Alguns de seus trabalhos mais conhecidos são grandes instalações que muitas vezes tensionam o mundo contemporâneo e os modos tradicionais chineses de pensamento e produção, como sua obra-prima Dropping a Han Dynasty Urn (Deixando Cair uma Urna da Dinastia Han), que mostra o jovem artista derrubando intencionalmente uma urna cerimonial de cerca de 2 mil anos, da Dinastia Han, período da história da civilização chinesa.

A ação subversiva e transformadora foi captada e transformada em três imagens que vêm sendo expostas em mostras por todo o mundo. No Brasil, poderá ser vista a versão dela em peças de Lego.

Outras obras históricas conhecidas mundialmente também estarão expostas, como a Sunflower Seeds (Sementes de Girassol), trabalho composto por milhões de ‘sementes de girassol’ de porcelana pintadas à mão por artesãos chineses, levantando a questão da produção em massa e perda da individualidade; Forever Bicycles (Bicicletas Forever) é uma obra de caráter arquitetônico que utiliza bicicletas como blocos de construção, fazendo também alusão à multiplicação e repetição.

O nome da instalação é inspirado na famosa marca chinesa de bicicletas ‘Forever’, bastante comum durante a infância do artista, quando era o principal meio de transporte na China; e Moon Chest (Cofre de Lua), uma série de baús feitos em madeira com aberturas em círculos que apresentam as quatro fases da lua aos visitantes que atravessam a instalação.

Já a imersão pelo Brasil contou com a consultoria da designer Paula Dib, que colocou o artista em contato com comunidades, artesãos, manifestações culturais e recursos regionais até então desconhecidos por ele, resultando em trabalhos inéditos, feitos com madeira, sementes, cerâmica, raízes e couro.

Ai Weiwei se propôs a desvendar e absorver a cultura local e moldar objetos que representam a biodiversidade, a paisagem humana e a criatividade brasileira. Como na série Sete Raízes, na qual o artista utilizou uma técnica de carpintaria chinesa e, junto a carpinteiros brasileiros, produziu sete esculturas feitas com raízes e partes de árvores nativas, encontradas desenterradas na região de Trancoso, na Bahia. Duas dessas estarão expostas no MON. Na mesma região foi descoberta uma árvore de pequi com cerca de 31m de altura e mais de mil anos, que foi moldada in loco para ser fundida em ferro. O processo pode ser visto no documentário Uma Árvore, que acompanha também um modelo em 3D do pequi, em escala menor.

Entre os destaques está também um conjunto de trabalhos em madeira, esculpidos à maneira dos ex-votos remontando a iconografia do artista, os quais foram feitos em colaboração com artesãos de Juazeiro do Norte (CE).

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