Vacina contra febre amarela volta a ser ofertada diariamente | Jornale

Vacina contra febre amarela volta a ser ofertada diariamente

21/01/2019

Nos últimos meses, vacinação obedeceu um cronograma

 

 

Com o aumento da confirmação de casos de febre amarela em cidades de São Paulo que fazem divisa com o Paraná, Curitiba intensificou a oferta das vacinas contra a doença. A partir desta segunda-feira (21/1), a cidade volta a ofertar a vacinação diária em 110 unidades básicas de saúde da cidade, de segunda à sexta-feira, de acordo com o horário de funcionamento da sala de vacinas de cada unidade.

Há um ano, as unidades de saúde ofertavam a vacina respeitando um cronograma, com o intuito de otimizar ao máximo o uso dos frascos: cada um deles tem cinco doses e, após aberto, tem validade de apenas seis horas.

A mudança facilita o acesso da população à imunização neste momento do ano em que proliferação do mosquito transmissor é maior.

“Convocamos a população para se vacinar contra a febre amarela o quanto antes, especialmente nesta época em que muitas pessoas viajam para em áreas com risco de contaminação, como regiões turísticas de mata”, diz a médica infectologista do Centro de Epidemiologia da Secretaria Municipal da Saúde, Marion Burger.

Devem tomar a vacina quem tem de 9 meses a 59 anos de idade. Quem já tomou esta vacina uma vez na vida não precisa refazer. Se a pessoa não tomou a vacina ou se não tem certeza se tomou, a orientação é procurar a unidade de saúde mais próxima de casa e se imunizar.

A recomendação da vacinação também para as regiões de Curitiba e Litoral do Paraná segue uma orientação do Ministério da Saúde válida desde de julho do ano passado. Antes, em Curitiba, a vacina contra a febre amarela só era recomendada para quem fosse viajar para as áreas consideradas de risco no Brasil ou para países que exigem comprovação dessa imunização.

Embora a cidade permaneça fora da área de risco da doença, a alteração visa aumentar o índice de proteção da população. “Nos últimos dois verões, o Sudeste brasileiro viveu epidemias de febre amarela, com casos concentrados em regiões de mata dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minais Gerais, sem que Curitiba fosse afetada. Mas há risco de mosquitos infectados com o vírus da febre amarela chegarem ao Paraná, então é preciso que a população já se proteja com antecedência”, reforça Marion.

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