Toffoli manda soltar operador de caixa 2 de Richa | Jornale

Toffoli manda soltar operador de caixa 2 de Richa

13/01/2019

Jorge Atherino estava preso desde setembro

 

 

O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Dias Toffoli, concedeu habeas corpus e mandou libertar o empresário Jorge Atherino, que havia sido preso em setembro do ano passado na operação Piloto, 53ª fase da Lava Jato, acusado de ser o “operador financeiro” de um esquema de pagamento propina ao grupo político do ex-governador Beto Richa (PSDB) em troca do favorecimento da empreiteira Odebrecht em uma licitação para obras de duplicação da PR 323, entre os municípios de Francisco Alves e Maringá (região Norte), em 2014. A decisão foi tomada por Toffoli no último sábado (12). Atherino foi preso junto com o ex-chefe de gabinete de Richa, Deonilson Roldo, apontado pelo Ministério Público Federal (MPF), como o operador político do esquema. Deonilson segue detido.

A denúncia foi baseada em acordo de delação premiada de executivos da Odebrecht, que relataram o pagamento de R$ 3,5 milhões ao esquema. Na planilha do sistema de "caixa dois" da empreiteira, consta o codinome de "Piloto", que segundo as investigações, se referia a Richa. O tucano nega. Preso no dia 11 de setembro, na Operação Rádio Patrulha, que investiga suspeita de fraudes em obras de estradas rurais, o ex-governador foi solto três dias depois por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, mas não conseguiu seeleger.

Medidas cautelares - Toffoli acatou os argumentos da defesa de Atherino segundo os quais a movimentação financeira das empresas dele, por si só, não justificaria a prisão, que poderia ser substituída por outras medidas cautelares como o uso de tornozeleira eletrônica e prisão domiciliar. “Neste contexto, considerando os crimes investigados, as apontadas circunstâncias dos fatos e a condição do paciente, reputo, neste primeiro exame, adequadas e necessárias outras medidas cautelares, suficientes, a meu ver, para atenuar, de forma substancial, os riscos que conduziram à prisão”, escreveu o ministro do STF no despacho.

Os advogados do empresário argumentaram ainda que os fatos relatados pelo MPF teriam ocorrido em 2104, o que não justificaria a manutenção da prisão preventiva feita em 2018. E que nem o empresário, nem Richa, deteriam mais influência sobre órgãos públicos, já que o ex-governador não conseguiu se eleger para o Senado nas eleições do ano passado.

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