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Reflexos, Transparências e Opacidade na obra de Carlos Fajardo

31/12/2018

A mostra fica em cartaz até 28 de abril de 2019, no “Olho” do Museu Oscar Niemeyer. A visitação pode ser feita de terça a domingo, das 10h às 18h.

 O Museu Oscar Niemeyer (MON) inaugurou no dia 22 de novembro, a exposição "Diáfano - Reflexos, transparências e opacidade na obra de Carlos Fajardo”, com curadoria de Henrique Xavier.

A exposição faz parte de um amplo projeto de exposições e pesquisa sobre a obra de Carlos Fajardo, apresentando, sobretudo, a produção mais recente do artista, inclusive uma obra foi criada especialmente para a mostra. 

As obras recentes, nove ao total, trabalham sobretudo com um tipo de superfície muito especial: a reflexiva. São obras marcadas pelo uso estético de vidros, espelhos e superfícies semirreflexivas, transparentes e coloridas, as quais são combinadas não apenas entre si, mas também associadas a fotografias de grandes dimensões, a feltros de lã de ovelha,  a prata molda à mão,  a caixas e a estruturas tridimensionais. 

Há, também, uma obra de luz, proveniente da trajetória de mais de cinquenta anos de carreia do artista. Contudo, não se trada de expô-la de maneira meramente histórica, mas de colocá-la com vida e atualidade em tensão com o material novo. 

A obra de Fajardo marca a contínua renovação de uma trajetória que se inicia em 1966 e permanece até os nosso dias em um constante diálogo com os caminhos mais ousados da arte contemporânea. “São desenhos, pinturas, vídeos, esculturas e instalações; sendo, principalmente, obras que possuem um tênue erotismo, pois lidam sutilmente com a presença, o corpo e o desejo do espectador”, analisa o curador.

Por meio deste conjunto de materiais são produzidas experiências capazes de brincar, duplicar e fundir espaço, cor, arquitetura e a imagem dos próprios espectadores presentes na exposição. 

As criações do artista serão dispostas procurando interagir entre si e com o espaço ao seu redor, operando como uma única grande instalação. Assim, o espectador não se depara apenas com uma série de obras autônomas, uma ao lado da outra, mas com um conjunto coeso que reflete a si mesmo em um diálogo com o ambiente, apropriando-se esteticamente do próprio espaço do museu.

 

O artista

Carlos Alberto Fajardo frequenta o curso de arquitetura na Universidade Mackenzie, em São Paulo, entre 1963 e 1972. Na década de 1960, estuda pintura, desenho, comunicação visual e história da arte com Wesley Duke Lee (1931 - 2010), e música contemporânea com Diogo Pacheco (1925). Participa da criação do Grupo Rex, com Wesley Duke Lee, Nelson Leirner (1932), Frederico Nasser (1945), Geraldo de Barros (1923 - 1998) e José Resende (1945), em 1966, e torna-se co-editor do jornal Rex Time. Em 1970, com Luiz Paulo Baravelli (1942), Frederico Nasser e José Resende, funda a Escola Brasil:. Estuda gravura em metal com Babinski (1931) e litografia com Regina Silveira (1939). No início de sua trajetória, trabalha com diferentes técnicas, realizando objetos, pinturas, colagens, desenhos e gravuras. A partir de 1981, expõe trabalhos em pintura, constituídos por um conjunto de telas e de superfícies em madeira pintada, apenas apoiados nas paredes da sala, criando assim um espaço entre os dois planos. Passa a dedicar-se à realização de esculturas em que explora questões como peso, gravidade ou sustentação da obra no solo. Em 1987, recebe a Bolsa Ivan Serpa da Funarte e, em 1989, a Bolsa Vitae de Artes. Desde 1996, leciona no departamento de artes plásticas da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo - ECA/USP.

*Foto do site do artista http://carlosfajardo.com.br/

 

Serviço

Reflexos, transparências e opacidade na obra de Carlos Fajardo

Abertura: 22 de novembro, quinta, às 19h15 – Entrada gratuita na abertura                         

Até dia 28/04/2019


Museu Oscar Niemeyer

Rua Marechal Hermes, 999

41 3350 4400

Visitação: terça a domingo, das 10h às 18h — acesso até 17h30

R$20,00 e R$10,00 (meia-entrada)

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