Espaço de convivência incentiva crianças a valorizar a cidade | Notícias do Brasil e do Mundo Hoje | Curitiba | Jornale

Espaço de convivência incentiva crianças a valorizar a cidade

29/11/2018

Os estudantes do 3º ano da Escola Municipal Elevir Dionísio, no bairro Fanny, estão criando um local de convivência e descanso, no pátio da unidade

É uma minipraça com banco, floreira e pintura de rosáceas paranistas na calçada, que fazem referência ao famoso petit-pave de Curitiba. A criação da pracinha, que recria espaços urbanos da cidade, acontece nas aulas de Arte, nas práticas que abordam arte urbana e paisagem.

A proposta foi apresentada aos estudantes pela professora Deisemar Wendt, que planejou uma forma instigante de ensinar elementos da história e cultura curitibana. Outro objetivo é incentivar a valorização e a preservação dos espaços públicos. Primeiro a turma pesquisou sobre artistas paranaenses como Poty Lazzarotto, os desenhos de Lange de Morretes e elementos de ruas, praças e outros espaços da cidade.

Bastou apresentar a ideia para que os meninos e meninas de 8 e 9 anos, começassem a dar sugestões para o espaço. “Estamos criando juntos um lugar bonito e legal para a escola, com os desenhos como os das calçadas do Centro, com os pinhões que são símbolo da nossa cidade”, disse a estudante Laura Batista Martins, 8 anos, entre uma pincelada e outra na calçada.

“Eu estou feliz porque quem vier descansar na praça vai ver que a gente caprichou e olha, mesmo em baixo de sol quente está saindo muito bonito”, disse a menina.

Para Pedro Vieira Ricardo, 8 anos, foram os desenhos que fazem referência aos mosaicos portugueses, com pedras pretas e brancas, com ilustrações do movimento paranista que melhor caracterizam o lugar. “Quem sentar no banco para apreciar vai lembrar das calçadas do Centro. Eu acho que está dando trabalho, mas que vai valer a pena”, contou o Pedro.

Para recriar a rosácea na escola os estudantes usam molde de estêncil e tinta preta sobre o piso. A escolha do local para criação da praça, explica a vice-diretora Cláudia Torno, considerou o fato de que, sentados no banco da praça, os estudantes podem observar a paisagem para além dos muros da escola.

“Mesmo antes de finalizada a pracinha já virou o espaço que eles vêm para relaxar, para contemplar a natureza e sobre tudo para conviver e trocar experiências”, explicou Cláudia.

Painéis coloridos

Os estudantes estão sentindo que são os responsáveis por uma transformação positiva no interior da escola. A cada aula de Arte uma nova etapa é finalizada, mas ficará trabalho para o ano que vem, como a pintura de painéis coloridos no muro e outras pequenas intervenções. O banco e a floreira, originais do mobiliário da cidade, foram uma resposta ao pedido feito ao prefeito.

“Escrevi ao prefeito falando do projeto que ensina as crianças a amarem e conhecerem a cidade e solicitei o banco e a floreira. Recebemos com alegria e quando estiver tudo finalizado vamos convidá-lo para uma visita”, contou a professora Deisemar.

Para Daniela Pedroso, que integra a equipe de Arte da Gerência de Currículo da Secretaria Municipal da Educação, o projeto de criação da minipraça tem feito com que as crianças compreendam como podem interferir e modificar o ambiente, tornando-o mais agradável e esteticamente mais interessante.

“O trabalho coloca o estudante como produtor de arte e isso é essencial no desenvolvimento estético das crianças. É fundamental que, nas práticas de arte nas escolas, as crianças possam observar o entorno e perceber que podem intervir para torna-lo mais atrativo e aconchegante”, disse Daniela.

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