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Polícia prende suspeito de fraudar celulares

24/10/2018

Homem trocava identidade dos aparelhos roubados

 

 

Um homem, de 41 anos, suspeito de receptar aparelhos de telefone celular roubados, foi preso, no final da tarde de terça-feira (23), por policiais da Delegacia de Furtos e Roubos (DFR). Na loja do suspeito, localizada na rua João Negrão, no Centro de Curitiba, os policiais identificaram pelo menos três aparelhos roubados, constando inclusive Boletins de Ocorrência registrados pelas vítimas.

Segundo a polícia, o que chama a atenção é a habilidade do indivíduo em habilitar telefones que haviam sido bloqueados pelas operadoras junto à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Dentre os aparelhos apreendidos, havia pelo menos dois que tiveram o Imei (sigla em inglês para ‘Identificação Internacional de Equipamento Móvel’) habilitado de forma fraudulenta.

O delegado-titular da DFR, Matheus Laiola, explica que o consumidor que teve o celular roubado ou furtado pode solicitar o bloqueio por meio dos serviços de atendimento das próprias operadoras.”O bloqueio é feito por meio do número do Imei. Ou seja, as estações rádio base (ERBs) são programadas para não reconhecer o Imei com restrição. Então o suspeito realizava uma espécie de troca desse número para que os aparelhos pudessem ser reconhecidos pelas antenas e utilizados normalmente”, revela.

Ainda de acordo com o delegado, o homem tinha um fluxo grande de clientes e realizava periodicamente compra de aparelhos sem origem comprovada. A polícia acredita que a maioria dos aparelhos que ele comprava seriam produtos de roubo, já que grande parte chegava já bloqueada pelas operadoras.

Conforme apurou a DFR, o suspeito chegava a cobrar R$ 1 mil por um celular vendido a R$ 3 mil em mercados lícitos. Para fraudar o número de Imei, ele cobrava valores que variavam de R$ 80 a R$ 100. “Os valores que ele cobrava denotam a dúvida quanto à origem dos aparelhos. Em alguns dos contatos que ele manteve com clientes, ele alerta para a possibilidade de a Anatel ‘derrubar’ o Imei e, por isso, ele não dava garantias”, explica Laiola.

O delegado chama a atenção para que a população fique atenta na hora de adquirir um telefone celular por meio de aplicativos e sites de compra e venda. “Os furtos e roubos, que muitas vezes atentam não apenas contra o patrimônio, mas contra a vida de inocentes, só acontecem porque há um mercado ilegal fomentado por quem vê vantagens em adquirir aparelhos de origem ilícita”, afirma.

O suspeito não tinha passagens pela polícia. Agora, responderá por receptação qualificada e deve permanecer custodiado pela Polícia Civil à disposição da Justiça.

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